Ao nível humano, o treinamento é o principal fator. Ou, seria melhor
dizer, a falta de treinamento. A situação mais comum é aquela na qual o
vendedor do equipamento envia um técnico para treinar o pessoal da
empresa. Esse é o ítem onde ocorrem maiores problemas que, mais vezes do
que se imagina, anulam ganhos de produtividade naturalmente trazidos
pelo novo equipamento, podendo mesmo chegar a inviabilizar a sua
utilização. Ao invés de discorrer sobre os problemas mais comuns, que
são muitos, vejamos como se deveria dar essa etapa.
Pouquíssimas empresas têm mecanismos institucionalizados para receber
sugestões dos funcionários. Isso representa um grande desperdício de um
importante recurso disponível: a quase totalidade dos problemas técnicos são
previstos e solucionados antes de ocorrerem, quando essas sugestões são
levadas em conta.
O equipamento é um nó da rede e deve ser encarado como tal. Os
trabalhadores que monitoram ou manejam os equipamentos são outros nós.
Os equipamentos anteriores e posteriores na linha de montagem são nós de
conexão direta. E os trabalhadores que monitoram ou manejam os
equipamentos anteriores e posteriores também são nós de conexão direta.
Para os casos em que a necessidade de troca do nó não tenha sido
levantada pelos próprios trabalhadores, nós de conexão direta, estes
devem ser envolvidos na mudança tão logo a necessidade da mudança seja
constatada. Isso é tão simples quanto uma reunião de fim-de-turno. Da
reunião devem participar o encarregado, o chefe do turno e,
necessariamente, um elemento da Administração, de escalão o mais alto
possível. O encarregado e o chefe do turno devem saber das mudanças um
pouco antes, para manter sua credibilidade e auto-confiança. Na reunião
deve ser explicado o problema, a solução sugerida para sanar o problema
e o porquê da adoção dessa solução em particular. É importante ressaltar
que a Administração está propondo, sugerindo uma solução e que a opinião
de todos é importante para que se verifique se esta é a melhor escolha.
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