Essa interação entre os agentes que formam a empresa leva ao segundo
ítem que vem impactando a gestão das empresas. É a valorização do
trabalhador, não apenas no formato já tradicional do "vestir a camisa",
mas como a entidade física que detém o conhecimento, o como fazer. Essa
constatação reforça a rede de interconexões como sendo a essência da
cultura empresarial. A empresa não existe descolada dos seus
funcionários, aí incluída a própria administração. Não existe um saber pairando
sobre a planta, que ali permanecerá independentemente dos seres físicos
que a fazem funcionar. O saber está nestas pessoas e, mais importante,
na relação que existe entre essas pessoas e na relação delas com os
objetivos maiores da organização. Esse é um sentido novo para a sinergia:
"o todo é maior do que a soma das partes" não é uma mera questão de
atuação conjunta e produtividade. São aquelas pessoas, naquele lugar
determinado, naquele ambiente determinado, naquele momento, que compõem
a empresa e constituem-se em seu saber.
No momento pós-reengenharia, alguns estudos procuraram fazer uma
comparação entre a economia conseguida com funcionários novos e mais
baratos e o gasto com o treinamento desses mesmos funcionários. Os
valores alcançados por estes estudos são muito discrepantes, mas nenhum
deles mostra economia. Em todos os casos, o gasto com o ingresso de um
funcionário "analfabeto de empresa" é maior do que a economia conseguida
com a dispensa de um nó da rede já consolidado.
Isso acontece justamente porque o conhecimento está entranhado nas
pessoas, nos diversos níveis da organização. Logo, esse conhecimento
flui através da rede passando de um nó (um trabalhador), para o próximo
nó (outro trabalhador, ou um equipamento ou mesmo um produto). Quando se
troca um desses nós da rede, há um momento de incerteza entre os demais
nós que se conectavam diretamente a ele. É necessário um tempo para que
o novo elemento consiga se inserir no local. Isso envolve:
Pode-se entender, então, o desequilíbrio produzido na rede quando se mudam
vários nós simultaneamente.
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