Gestão do Conhecimento
ARTIGO
Regiões Tecnológicas
Agostinho Rosa

Esses três ítens são basicamente técnicos. Mas, obviamente, fundamentado no seu conhecimento, nosso "candidato" deve ser, antes de tudo, um exímio negociador. Ele tem que saber "vender" sua região.

Tendo esses requisitos, e ressaltando o que é essencial, o nosso negociador não precisa necessariamente estar formalmente ligado ao Setor Público. Estando, estará facilitada a utilização de outros mecanismos necessários, como a cessão de áreas, execução de benfeitorias e estabelecimento de contatos e parcerias com outras esferas do Poder Público. Mas um negociador representativo de um parque incipiente que planeja se transformar em pólo industrial pode executar bem o papel. Para isso, deverá ser acrescido às suas competências o conhecimento do funcionamento do Governo (Municipal, Estadual e Federal).

Tudo se baseia, como dito, nas vantagens competitivas da região. Para as indústrias mais dinâmicas, a exigência básica é a competência técnica. Universidades e Centros de Pesquisa, nesse caso, são essenciais. Mas há outros tipos de vantagens: localização, incentivos fiscais ou a existência de um parque incipiente.

Os pólos tradicionais envolvem as indústrias química, automotiva e microeletrônica. Mas não se pode querer fazer de tudo. Mesmo dentro dessas indústrias, há parcelas passíveis de especialização e realocação. Na microeletrônica, competências na área de microcontroladores (em sua utilização e não em sua fabricação) podem gerar pólos especializados em robótica e em controles de processos. Na área automotiva, prototipagem rápida e simulações são áreas abertas ao desenvolvimento. Especialização no controle da emissão de poluentes pode atender a todo o parque industrial mundial e à indústria química em particular. E há dezenas de outras oportunidades. Mas eu gostaria de citar apenas uma a mais, justamente para enfatizá-la: reciclagem. Do quê? De qualquer coisa e de tudo: lâmpadas, baterias, computadores etc. etc..

Mas, como em tudo que envolve a política, antes de tudo é necessário se ter vontade. Se se quer fazer algo, é o primeiro passo. E há mais dois essenciais: competência e trabalho duro.

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