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ARTIGO
União em busca do conhecimento Mário Sérgio Ussyk |
A tecnologia é uma questão vital para a Empresa Brasileira de Compressores S.A. - Embraco no concorrido mercado em que atua. Sua posição de vanguarda tecnológica está intimamente ligada às parcerias mantidas com universidades. O relacionamento com o meio acadêmico faz parte da história da companhia, o que contribui para a liderança mundial da Embraco no segmento de compressores herméticos para refrigeração. Atualmente são mais de uma dezena de acordos de cooperação com instituições de ensino e centros de pesquisa do Brasil e do exterior.
A parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, firmada em 1982, foi a primeira e mantém-se até hoje. Ao longo desses 20 anos, os resultados podem ser medidos por 80 projetos executados ou em andamento, 150 artigos científicos publicados, 60 dissertações de mestrado e 15 teses de doutorado. Já são 43 os engenheiros na área de P & D da Embraco graduados pela instituição catarinense que, de alguma forma, tiveram envolvimento neste programa com a universidade.
Anualmente, a Embraco aplica até 3% do faturamento líquido em custeio com pesquisa e desenvolvimento tecnológico para gerar produtos inovadores, ecologicamente corretos, que consomem cada vez menos energia, com níveis mais baixos de ruído e de tamanho reduzido. Os convênios complementam o esforço da equipe interna em alcançar esses objetivos. Eles contribuem com a busca do conhecimento, dos fundamentos da tecnologia e com a formação de engenheiros especializados nos temas em estudo.
O sucesso da interação empresa-universidade pode ser explicado por alguns fatores. Em primeiro lugar, houve um apoio firme da Embraco desde o princípio e que se manteve sem interrupções durante todo este tempo. Se não houver um patrocínio muito forte de cima para baixo, é possível que muitos contatos morram logo no início. A Embraco era uma empresa nova, com menos de 10 anos de existência, e a parceria foi bem recebida porque todos entendiam que era uma contribuição importante para se alcançar os objetivos.
Os bons resultados ocorrem porque os projetos são de interesse da empresa e ao mesmo tempo desafiadores para as instituições. Existe uma caracterização adequada do tipo de projeto com a geração de conhecimento e não apenas com a execução de projetos de produto. Existe flexibilidade na negociação de objetivos e métodos, e não se abre mão da rotina de acompanhamento. Não adianta contratar a universidade e voltar três anos depois para ver o que aconteceu. Entre as vantagens, do ponto de vista da empresa, estão a flexibilização e a otimização de recursos. Ao invés de gastar 40, 50 horas por semana, o profissional dedica de 3 a 5 horas para orientar o trabalho feito na universidade e se beneficia do resultado do conhecimento gerado.
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