Eletrônica

Discos rígidos poderão ter maior capacidade graças a ímã brasileiro

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/03/2007

Discos rígidos poderão ter maior capacidade graças a ímã brasileiro

Uma pesquisadora brasileira desenvolveu uma nova família de ímãs de alto desempenho que é mais potente e tem mais estabilidade de cristalização do que os atuais. Esses super-ímãs poderão ser utilizados, por exemplo, em discos rígidos para computadores. Mas motores elétricos de alta precisão também são candidatos à sua utilização.

A física Regina Keiko Murakami conseguiu avanços partindo das descobertas de outra pesquisadora brasileira. A professora Valquiria Villas Boas começou seu trabalho com uma liga padrão formada por neodímio, ferro e boro (NdFeB). Depois de testar inúmeras combinações, ela descobriu que a substituição do neodímio pelo praseodímio eleva substancialmente o desempenho dos ímãs. O praseodímio é mais barato do que o neodímio.

Agora, Regina descobriu que a adição de uma pequena quantidade de carbeto de titânio (TiC) melhora ainda mais o desempenho os ímãs.

O NdFeB é considerado um magneto "duro", graças à sua capacidade de manter a magnetização por mais tempo. "O ferro e o carbeto de titânio são chamados de 'magnetos moles', já que mantêm a magnetização por menos tempo, apesar da maior amplitude de magnetização," explica Regina. "Uma combinação harmoniosa destes materiais com características diferentes, gerando um material nanocristalino magnético (exchange spring magnet) ajudaria a potencializar as propriedades dos ímãs."

Um dos segredos para a melhoria das propriedades dos ímãs é garantir que eles tenham uma microestrutura fina e homogênea. A adição do carbeto de titânio permitiu a utilização do processo de resfriamento rápido, que geralmente produz cristais muito grandes. Com o novo composto, os ímãs apresentam uma microestrutura da ordem de nanômetros. "As partículas ficam interligadas de forma mais harmônica, melhorando o acoplamento magnético entre os cristais", diz Regina, que é professora da Universidade Federal do Grande ABC (UFABC).

A fase de pesquisas em laboratório já foi concluída, estando os resultados disponíveis para eventuais parceiros industriais.

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