Eletrônica

Chips genéticos mais simples facilitarão análises de DNA

Chips genéticos mais simples facilitarão análises de DNA

Cientistas da Universidade do Sul da California, Estados Unidos, descobriram uma nova técnica que simplifica drasticamente o funcionamento de microlaboratórios destinados a pesquisas genéticas.

Chips genéticos

Microlaboratórios são laboratórios inteiros de análises de materiais líquidos contidos no interior de um único chip. Esta é uma das tecnologias mais promissoras atualmente para o campo das pesquisas biomédicas. Tantas são as suas aplicações possíveis quanto são os nomes que os microlaboratórios recebem, dependendo de seus objetivos: "lab-on-a-chip", biochips, DNA microarrays, chips genéticos etc.

Os chips genéticos representam a mais moderna ferramenta para se analisar a configuração genética de uma amostra. Com eles é possível detectar se uma determinada seqüência genética está presente ou não na amostra.

Hoje esses DNA microarrays são fabricados por três ou quatro empresas ao redor do mundo e custam caríssimo. O que a equipe do Dr. Eun Sok Kim fez foi desenvolver uma técnica eletroacústica que abre a possibilidade para que pesquisadores de todo o mundo possam vir a ter chips genéticos em seus próprios laboratórios.

Os chips genéticos atuais utilizam bicos injetores microscópicos, através dos quais as bases do DNA - as famosas letras A, T, C e G - são ejetadas para o teste. Quanto menores os bicos mais preciso é o teste e menor a quantidade necessária de amostra. Por outro lado, quanto menores os bicos, mais difíceis eles são de se fabricar e mais facilmente irão se entupir durante o uso.

Biochip eletroacústico

A técnica do Dr. Kim utiliza ejetores eletroacústicos que conseguem arremessar gotas minúsculas de líquido para o alto com uma precisão incrível, sempre no mesmo ângulo vertical. Isso dispensa a necessidade dos bicos injetores e de todo o aparato necessário para fazê-los funcionar.

O protótipo consiste em um sistema de quatro câmaras sem qualquer cobertura, cada uma contendo uma base de DNA e podendo ser acionadas individualmente. As gotas que saem de cada uma das câmaras convergem exatamente para o mesmo ponto focal, cerca de 2 milímetros acima da superfície. Elas são arremessadas para o alto por membranas vibratórias.

Como o funcionamento do mecanismo foi comprovado, os cientistas agora vão transformar o experimento em laboratório em um produto. "Isso vai exigir uma melhor integração dos ejetores, microcanais e das portas de interconexão, a miniaturização da eletrônica de acionamento e a estação de lavagem e secagem - e acondicionar o pacote inteiro," diz o Dr. Kim.





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