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Micro-lâmpadas em chips para cura do câncer

Micro-lâmpadas em chips para cura do câncer

Microlâmpadas medicinais

Utilizando micro-usinagem e técnicas de fabricação de chips de computadores, pesquisadores do departamento de energia elétrica da Universidade de Illinois (Estados Unidos) criaram as menores lâmpadas fluorescentes já construídas, adequadas para serem inseridas em microprocessadores.

A principal aplicação dessas microlâmpadas deverá ser em equipamentos médicos, como aqueles voltados para a detecção e tratamento do câncer.

A foto mostra uma matriz de 15 x 15 dispositivos, ou seja, 900 lâmpadas. Cada uma delas possui um catodo na forma de uma pirâmide invertida de 50 micrômetros quadrados.

O arranjo resulta em uma área de luz de dois milímetros quadrados. Os pesquisadores já conseguem produzir dispositivos de até 10 micrômetros quadrados cada um.

Luz de plasma

Em vez de funcionarem pelo aquecimento de um filamento, como as lâmpadas incandescentes comuns, as lâmpadas fluorescentes geram luz a partir de um arco que se forma entre dois eletrodos, na presença de um gás - ou seja, um plasma.

As micro-lâmpadas agora produzidas podem emitir luz desde o infravermelho até a região dos raios-X. O espectro no qual funcionam depende do gás utilizado.

As lâmpadas são construídas corroendo-se quimicamente uma pastilha de silício, formando pirâmides de cabeça para baixo. Uma cavidade com as mesmas dimensões de cada pirâmide é formada através de um filme isolante (dielétrico) e um filme condutor (anodo).

Esta cavidade é então preenchida com um gás ou com uma mistura de gases. Aplicando-se uma voltagem no filme condutor, produz-se a luz, que terá uma freqüência de acordo com o gás utilizado.

Citometria de fluxo

O fato de serem construídas utilizando-se técnicas amplamente dominadas pela indústria deverá ser um fator incentivador de seu uso.

Segundo Gary Eden, coordenador da pesquisa, a principal aplicação das novas micro-lâmpadas será em citometria de fluxo, uma técnica médica que separa células sadias de células doentes iluminando-as com luz visível ou ultravioleta. Os médicos reconhecem as células doentes pela espectro que elas produzem.

Atualmente o exame exige a luz de um raio laser que custa cerca de US$50.000,00. Como as novas micro-lâmpadas podem emitir luz em uma larga faixa do espectro, elas poderão ser também utilizadas para destruir as células doentes e não apenas para iluminá-las.

Outra aplicação promissora é a terapia fotodinâmica, um novo e promissor tratamento que utiliza um agente fotosensível e um laser de freqüência fixa para destruir alguns tipos de tumores.

A disponibilidade de uma fonte de luz mais barata do que o laser poderá disseminar esse tratamento em todo o mundo.





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