Energia

Carro a hidrogênio só a partir de 2020

Carro a hidrogênio só a partir de 2.020
O comparativo entre as diversas tecnologias destaca as vantagens da solução híbrida, um enfoque altamente eficiente que combina um motor, ou mesmo uma célula de combustível, com um motor elétrico e um sistema de baterias. [Imagem: Martin L. Culpepper/MIT]

Hidrogênio do futuro

Mesmo com um agressivo trabalho de pesquisas científicas e tecnológicas, os veículos movidos por células de combustível a hidrogênio não serão melhores do que os híbridos diesel-elétricos em termos de uso de energia e emissão de poluentes antes de 2020.

Esta é a conclusão de um estudo que acaba de ser divulgado pelo Laboratório de Energia e Meio Ambiente do MIT ("Massachusetts Institute of Technology"), nos Estados Unidos.

Os veículos híbridos, equipados tanto com um motor convencional quanto com um motor elétrico suplementar, já estão em testes e mesmo rodando em alguns países. Enquanto isto, os veículos a hidrogênio ainda carecem da construção de uma enorme infraestrutura que possa tornar o hidrogênio comprimido largamente disponível.

A conclusão dos cientistas é que, se se deseja combater o efeito estufa nos próximos 20 anos, o melhor é investir nos motores híbridos, melhorando o rendimento dos motores a diesel e gasolina e dos sistemas de câmbio e transmissão.

Tecnologias de motores

O estudo foi feito com base em estimativas sistemáticas e abrangentes de uma série de tecnologias de motores e combustíveis, no nível de avanço tecnológico que elas deverão estar em 2020, caso não haja nenhuma inovação de ruptura. O trabalho foi assinado pelos professores Malcolm A. Weiss e John B. Heywood.

O estudo foi divulgado apenas um mês depois que a administração Bush anunciou a liberação de verbas no valor de US$1 bilhão para financiar o desenvolvimento de células a hidrogênio comercialmente viáveis, e cerca de um ano depois do início de um programa conjunto entre governo e indústria para o desenvolvimento de um carro movido a hidrogênio.

A nova avaliação é uma extensão de um trabalho feito em 2000, o qual já havia concluído que a tão propalada célula de hidrogênio ainda não podia ser considerada como a tecnologia vencedora rumo a um meio ambiente mais limpo.

Agora os cientistas utilizaram também considerações otimistas feitas por entusiastas das células de hidrogênio, mas o resultado continuou o mesmo.

Carro a hidrogênio

Um veículo equipado com célula de hidrogênio terá um menor nível de emissão de poluentes e uso de energia na estrada.

Mas a conversão de um combustível fóssil, como o gás natural ou a gasolina, em hidrogênio, para abastecer este veículo, utiliza uma quantidade substancial de energia e emite gases que causam o efeito estufa.

Ou seja, no balanço total, o ganho não é tão significativo quanto seria de se esperar.

Por outro lado, os autores do estudo não recomendam que se pare com as pesquisas das células de combustível a hidrogênio.

No longo prazo, entre 30 e 50 anos, caso persista a preocupação com o efeito estufa, o hidrogênio ainda é a alternativa mais viável. Os cientistas preconizam a produção desse hidrogênio a partir de fontes limpas, como a energia solar ou eólica ou, em último caso, a partir de combustíveis fósseis mas com a recuperação do carbono emitido no processo.

Motores híbridos

O comparativo entre as diversas tecnologias destaca as vantagens da solução híbrida, um enfoque altamente eficiente que combina um motor, ou mesmo uma célula de combustível, com um motor elétrico e um sistema de baterias.

A continuidade dos trabalhos atualmente conduzidos com os motores a gasolina e com a própria gasolina, deverão resultar, em 2020, em veículos com consumo e emissão de poluentes um terço menores do que os atuais.

Mas um esforço concentrado de pesquisa em veículos híbridos com motor diesel poderão resultar em motores duas vezes mais eficientes no mesmo período. Ou seja, os motores a diesel são mais promissores do que seus equivalente a gasolina, tanto em termos de consumo de combustível quanto de emissão de poluentes.





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