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Sensores óticos permitirão agricultura mais eficiente

Sensores óticos permitirão agricultura mais eficiente

Com o desenvolvimento dos mercados financeiros, produtores agrícolas já podem comercializar suas safras muito antes de fazer a colheita ou até mesmo antes que as plantas se desenvolvam. Os chamados mercados futuros estão disponíveis em todas as bolsas de valores e de mercadorias e sendo utilizados por agricultores de todos os portes.

Nessas negociações, o mercado estipula um padrão básico de qualidade para o produto, de forma a permitir que se chegue ao preço de fechamento do negócio. Se o produto que for efetivamente colhido estiver fora dessas especificações, pode haver custos elevados para o produtor ou para o comprador, dependendo do contrato.

Uma forma de monitorar continuamente a qualidade dos grãos que serão colhidos poderia ser de grande ajuda, permitindo, por exemplo, que os agricultores conseguissem preços mais elevados por seus produtos, ao demonstrar que eles contêm uma quantidade de nutrientes superior ao estabelecido como padrão.

É isso que estão fazendo pesquisadores do Serviço de Pesquisa Agrícola, uma espécie de EMBRAPA dos Estados Unidos. Como os compradores estão dispostos a pagar mais por trigo de melhor qualidade, os cientistas estão testando uma série de instrumentos que permitirão aos agricultores não apenas monitorar onde os grãos estão melhores, mas também tratar das partes da lavoura que não estão assim tão bem.

A equipe do pesquisador Dan Long está testando equipamentos sofisticados de espectroscopia - utilizando luz infravermelha e fibras óticas - para medir a concentração de proteínas existentes nos grãos de trigo que ainda estão em fase de crescimento no campo. Trigo com alto teor de proteína é tudo o que os padeiros querem para fazer pães de melhor qualidade. Já os fabricantes de tortas e bolachas preferem baixos teores de proteína.

Mas, além das proteínas, os sensores óticos medem teores de gordura, óleo, carboidratos e níveis de umidade nos grãos. Tendo estas informações precisas, os agricultores futuramente poderão separar os diversos grãos durante a operação de colheita, classificando-os segundo suas características e destinando a cada cliente o produto de acordo com suas necessidades.

Os agricultores também poderão utilizar as informações colhidas pelos sensores para auxiliar no processo de aplicação de fertilizantes, já que existe correlação, por exemplo, entre os níveis de nitrogênio do solo e os níveis de proteínas presentes no trigo que cresce nesse solo.

O professor Long ainda irá testar seus equipamentos por mais uma safra. Depois disso ele espera produzir protótipos que sejam mais resistentes e duráveis do que os equipamentos de laboratório que ele utiliza na experiência, podendo ser instalados diretamente no campo.





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