Meio ambiente

Biofilmes de bactérias benignas eliminam cheiro e odor desagradáveis da água

Cientistas australianos descobriram que quanto mais velho for o filtro, melhor ele se torna quando o assunto é tirar o cheiro e o gosto de barro da água que chega em nossas torneiras.

Gosto de barro na água

Os pesquisadores detalharam sua descoberta em um artigo no qual eles explicam que as bactérias que crescem sobre as partículas de filtros cerâmicos realmente conseguem retirar os compostos que causam aquele desagradável gosto na água.

O gosto de terra e até mesmo um leve cheiro de bolor na água potável geralmente não oferecem riscos à saúde, mas não há dúvidas de qualquer um preferiria uma água sem cheiro e mais leve, sem nenhum sabor.

Filtros biologicamente ativos

"Embora esses odores não representem um risco para a saúde humana, sua presença freqüentemente leva à concepção incorreta de que não é seguro beber dessa água," explica Gayle Newcombe, do Centro Australiano de Qualidade da Água.

A descoberta do papel desempenhado pelas bactérias permitiu que Gayle e seus colegas construíssem filtros de areia biologicamente ativos capazes de retirar as moléculas terrosas mais comuns - geosmin e metilisoborneol.

Filme biológico

Nesses filtros biologicamente ativos, as partículas de areia recebem um filme biológico formado por bactérias benignas que absorvem e quebram as moléculas biodegradáveis causadoras do odor e do gosto desagradáveis da água.

Os pesquisadores estão agora estudando como acelerar o crescimento dos biofilmes em um filtro de areia de escala industrial, já que o crescimento natural é extremamente lento.

Em seus experimentos eles descobriram que o filtro mais eficiente em termos de eliminação do gosto e do cheiro da água está operando há 26 anos, tempo suficiente para que o biofilme se formasse em todas as partículas de areia.

Bibliografia:

Removal of geosmin and 2-methylisoborneol through biologically active sand filters
Bridget McDowall, Lionel Ho, Christopher Saint, Gayle Newcombe
International Journal of Environment and Waste Management
2007
Vol.: 1, No.4 pp. 311 - 320




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