Espaço

Missão tentará alterar rota de asteróide em curso de colisão com a Terra

Missão tentará alterar rota de asteróide em curso de colisão com a Terra

A Agência Espacial Européia decidiu classificar como "alta prioridade" o desenvolvimento de uma missão capaz de mover um asteróide. A decisão foi tomada depois que um grupo de especialistas se reuniu para discutir os riscos de um choque real de um corpo celeste com a Terra.

Os especialistas analisaram seis propostas que visam o monitoramento e a alteração de rotas de corpos celestes com riscos de se chocarem com a Terra. Três dessas propostas consistem em observatórios espaciais capazes de rastrear continuamente nosso espaço vizinho em busca de meteoros que possam apresentar riscos de colisão. As outras três são missões para alterar de fato a rota de um corpo celeste que esteja em rota de colisão com a Terra.

A recomendação foi de que uma missão de alteração da órbita de um corpo celeste tenha a mais alta prioridade, tanto pela necessidade de se conhecer mais sobre os asteróides como para a avaliação dos efeitos reais que as técnicas atualmente disponíveis teriam sobre o objeto.

O grupo de cientistas considerou que observatórios espaciais não seriam eficazes, principalmente pelo grande número de telescópios terrestres potentes que estão sendo continuamente inaugurados no mundo todo.

O conceito escolhido pelo cientistas foi batizado de Dom Quixote. A missão seria empreendida por duas naves, Sancho e Fidalgo. Ambas seriam lançadas ao mesmo tempo, mas a Sancho pegaria uma rota mais rápida em direção ao alvo.

Quando Sancho atingisse o asteróide, a sonda começaria um esforço de observação e caracterização física com duração de sete meses, durante os quais seriam enviadas sondas de penetração e sismógrafos à superfície do corpo celeste. O principal objetivo desse estudo é o entendimento da estrutura interna e da densidade do asteróide.

Fidalgo funcionará como uma bala de canhão: cheia de explosivos, deverá simplesmente chocar-se em alta velocidade contra o asteróide. Isto deverá fornecer informações sobre o comportamento da estrutura interna do asteróide durante um impacto, assim como fará uma "excavação" na superfície, que será monitorada e estudada por Sancho.

Após o impacto, tanto a sonda Sancho quanto os telescópios na Terra poderão monitorar o asteróide para verificar como sua órbita e sua rotação foram afetadas.





Outras notícias sobre:

Mais Temas