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MRO: de volta ao Planeta Vermelho

MRO  de volta ao Planeta Vermelho
A Mars Reconnaissance Orbiter coletará mais dados sobre o Marte do que todas as missões anteriores combinadas. [Imagem: NASA/JPL]

Tensão orbital

A tensão foi grande no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a agência espacial norte-americana, na Califórnia. O motivo era a chance de a missão MRO dar errado. Preocupação relevante, uma vez que, de todas as espaçonaves enviadas para Marte, dois terços se perderam.

Depois de ter percorrido 500 milhões de quilômetros em sete meses, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter chegou a Marte.

A viagem costuma ser a parte mais fácil. O difícil é colocar a nave em órbita. Foi ali, nas proximidades do Planeta Vermelho, que sumiram várias sondas, como a Mars Observer, em 1992, e a Mars Climate Orbiter, em 1999.

Mas após um silêncio de meia hora, quando o contato com a Mars Reconnaissance Orbiter foi perdido assim que ela entrou atrás de Marte, para alegria dos responsáveis pelo projeto a nave voltou a dar sinais de vida. Com isso, a etapa foi vencida e a nave passou a orbitar o planeta.

Frenagem

Agora, serão precisos seis meses para a frenagem e inserção da sonda na órbita desejada, praticamente circular e baixa, variando entre 255 e 320 quilômetros de altitude. Se tudo correr como o esperado, a partir de novembro a Mars Reconnaissance Orbiter deverá começar a fase científica da missão.

O longo período de frenagem é necessário porque a nave levou pouco combustível. Para descer à órbita desejada diretamente, seria preciso levar 70% a mais de combustível, o que encareceria o projeto. Ao custo de US$ 500 milhões, a sonda é um exemplo das missões "boas e baratas" da Nasa.

A agência espera que a Mars Reconnaissance Orbiter envie mais dados sobre o planeta do que todas as missões anteriores combinadas. "A espaçonave deverá realizar observações da atmosfera, da superfície e do subsolo marciano com um nível de detalhes inédito" disse Collen Hartman, uma das responsáveis pela missão.

Água em Marte

Com diversos instrumentos científicos a bordo, a sonda procurará por sinais de existência de água, no passado ou, especialmente, no presente. Um espectrômetro mapeará minerais que costumam estar presentes em locais com água, enquanto um radar explorará camadas abaixo da superfície em busca do precioso líquido.

Encontrar água em Marte é importante por diversos motivos. Um deles é que água é condição essencial para a vida, e a presença do líquido no planeta pode significar a existência de algum tipo de vida, mesmo que sejam simples bactérias. Outro motivo é que, se Marte tiver depósitos de água, eles poderão ser usados por futuras missões tripuladas.

A espaçonave carrega ainda equipamentos capazes de enviar dados à Terra com freqüência dez vezes maior do que a de missões anteriores.





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