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Mistério da corrosão do aço inoxidável resolvido por pesquisadores ingleses

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/04/2002

De talheres e panelas até o interior do motor de um carro de Fórmula 1 ou uma gigantesca fábrica química, o aço inoxidável está por todo lado. Apesar de seu nome, contudo, às vezes ele pode apresentar corrosão. Quando isto acontece o resultado pode ser desastroso, seja por causar um buraco em uma máquina de lavar pratos, seja causando a inoperância de uma fábrica.

Ao contrário da ferrugem, a corrosão do aço inoxidável é altamente localizada e aparentemente aleatória. Pequeníssimos buracos podem corroer uma espessura substancial de aço em relativamente pouco tempo. Estes buracos podem causar vazamentos ou agir como pontos de ruptura, de onde se originam quebras.

Até agora não se sabia exatamente porque o aço inoxidável apresenta esses pontos de corrosão. Mas o mistério foi resolvido por pesquisadores do Imperial College e da University College London (Inglaterra).

O aço inoxidável é feito de uma liga de ferro com cromo. Quando produzido, e à medida em que o lingote se esfria, pequenas partículas ricas em enxofre se solidificam a temperaturas mais baixas do que o aço, permanecendo derretidas mesmo após o aço já ter se solidificado. Essas partículas medem cerca de 10 milionésimos de metro. Utilizando um avançado microscópio, os pesquisadores encontraram uma região ao redor destas partículas com menos cromo do que o restante do aço. Durante o resfriamento do aço, as partículas impuras sugam o cromo da região ao seu redor, deixando uma pequena porção de aço que não é inoxidável.

Segundo a cientista Mary Ryan, a corrosão desta camada, de apenas 10 milionésimos de metro, é o vírus que inicia o ataque ao aço. Segundo ela, "nós descobrimos o calcanhar de Aquiles do aço inoxidável e agora podemos usar esta informação para descobrir como resolvê-lo."

Os pesquisadores sugerem mudanças no processo de fabricação do aço como forma de acabar com o problema. Pode-se usar, por exemplo, tratamentos térmicos após a produção do aço inoxidável, forçando o cromo a preencher os locais de onde ele foi expulso, evitando-se o problema futuro da corrosão.

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