Materiais Avançados

Cientistas batem recorde mundial de resolução em fotografia

Cientistas batem recorde mundial de resolução em fotografia

Novas imagens em escala atômica, feitas por pesquisadores do Oak Ridge National Laboratory (Estados Unidos), prometem dar aos cientistas a capacidade de prever e modelar as propriedades e o comportamento de materiais cerâmicos avançados. A nova técnica poderá auxiliar no desenvolvimento de cerâmicas mais fortes e mais resistentes ao calor, que possuem uma ampla variedade de aplicações.

Um software especial é quem realmente elabora a imagem, já que as estruturas atômicas são muito menores do que o comprimento de onda da luz visível, o que significa que elas não podem ser vistas diretamente pelo olho humano.

O trabalho, feito pelos pesquisadores Stephen Pennycook, Gayle Painter, Paul Becher e Naoya Shibata bateu o recorde mundial ao conseguir uma fotografia com uma resolução de 0,7 ângstrons. Um ângstron equivale a 1 x 10-10 metros ou um décimo de nanômetro. A foto mostra átomos de lantânio grudados na superfície de um filme de vidro ensaduichado entre duas pastilhas de nitreto de silício.

A localização exata ou preferencial de átomos no interior de uma estrutura é um ítem chave para a definição das propriedades dos materiais. Neste caso, as posições verificadas na prática mostraram-se praticamente idênticas às previstas pelos cientistas.

"Com essa nova confiança em nossas teorias, nós iremos, num futuro próximo, modelar materiais em uma tela de computador e prever suas propriedades sem ter que realmente fabricar e caracterizar um grande número de amostras, o que é caro e difícil," explica o Dr. Pennycook.

As imagens do nitreto de silício foram feitas utilizando-se um microscópio de transmissão eletrônica de 300 kilovolts. Mas uma tecnologia emergente, conhecida como correção de aberração, foi crucial para o feito. Esta tecnologia utiliza cálculos computacionais para corrigir erros introduzidos nas imagens por imperfeições nas lentes eletrônicas.

O nitreto de silício é de grande interesse dos pesquisadores por ser resistente e leve. Mas ele é muito quebradiço e os pesquisadores esperam conseguir encontrar uma forma de torná-lo mais rígido.





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