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Nanotecnologia

Brasil se une ao Japão e Eslovênia para estudar nanotecnologia

Agência FAPESP - 06/09/2005

Brasil se une ao Japão e Eslovênia para estudar nanotecnologia

O Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), por meio de seu Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (Liec), em Araraquara, fechou parcerias de cooperação científica em nanotecnologia com o Instituto de Tecnologia de Tóquio, do Japão, e com o Instituto Jozef Stefan, da Eslovênia.

O Liec faz parte do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP.

O foco da parceria será o desenvolvimento de estudos nos setores de energia, controle de partículas e odontologia. O intercâmbio de alunos brasileiros com os dois centros de pesquisa estrangeiros e a participação de pesquisadores eslovenos em projetos do CMDMC também integram o acordo.

"A nanotecnologia avançou muito em pouco tempo. Por isso, os pesquisadores dos três países estão empenhados em aumentar a transferência de conhecimentos para que novas descobertas venham a surgir com mais rapidez", disse Elson Longo, diretor do CMDMC, à Agência FAPESP.

"O Brasil precisa ganhar novos mercados, portanto, é preciso utilizar a pesquisa básica na obtenção de produtos. Além da Eslovênia e do Japão, estamos buscando esse objetivo por meio de parcerias com outros países, como Portugal, Espanha, França, Alemanha e Estados Unidos", explica Longo.

O Instituto Jozef Stefan desenvolve pesquisas na área de sinterização, técnica que permite a queima de materiais para obter o máximo de densidade possível sem aumentar o tamanho da partícula e mantê-la em escala nanométrica. "Controlar o crescimento das partículas é um dos grandes desafios atuais da nanotecnologia. E os eslovenos dominam muito bem essa tecnologia", ressalta Longo.

Outro beneficio da cooperação será o desenvolvimento de estudos para obtenção de energia elétrica de uma forma mais limpa e racional. "A idéia é estudar novas possibilidades de obtenção de energia em de processos que envolvem hidrogênio, oxigênio e células de zircônia", explica o pesquisador.

O desenvolvimento de novos materiais cerâmicos voltados para a odontologia também será alvo da cooperação. "O Brasil é extremamente dependente de produtos odontológicos de outros países. Com essa transferência de tecnologia, será possível criar produtos nacionais e substituir parte dos materiais cerâmicos importados", afirma Longo.

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