Mecânica

Tubos para transferência de calor sem bombas

Tubos para transferência de calor sem bombas

Um tubo de metal do tamanho de um lápis, capaz de levar calor de uma extremidade à outra sem a necessidade de bombas, poderá um dia permitir vôos intercontinentais em menos tempo e possibilitar a viagem de astronautas a Marte e outros planetas.

A tecnologia começou a ser desenvolvida há mais de 40 anos, no Laboratório Los Alamos (Estados Unidos). Uma pequena quantidade de fluido no interior do tubo vaporiza-se na extremidade quente e se condensa quando atinge a outra extremidade. A perda de calor no processo é muito pequena. O fluído retorna à extremidade quente por canais extremamente finos, dentro do próprio tubo, para que o processo se repita.

Os primeiros tubos de calor, como são chamados, utilizavam água ou sódio em seu interior. As pesquisas que agora estão sendo conduzidas estão utilizando lítio, o metal mais leve do mundo. O lítio é colocado dentro de um tubo de molibdênio, o qual pode operar em temperaturas de até 2200º F.

O lítio vaporiza-se e transfere energia ao longo de tudo o tubo de calor. O cientistas já estão produzindo tubos de calor que transferem energia a uma densidade de 23 kilowatts por centímetro quadrado. Apenas para efeito comparativo, o calor emitido da superfície do sol é de apenas 6 kilowatts por centímetro quadrado.

Os cientistas agora planejam utilizar os novos tubos de calor em reatores nucleares para a produção de propulsão em naves que poderão ultrapassar os limites do Sistema Solar.





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