Redação do Site Inovação Tecnológica - 06/11/2002
Preocupados com 15.000 mortes anuais em acidentes automobilísticos envolvendo caminhões, engenheiros da Unicamp projetaram um novo pára-choque traseiro que poderá evitar milhares destas fatalidades. Grande parte dos acidentes envolvendo a colisão com a traseira de caminhões acaba sendo fatal por causa do chamado "efeito guilhotina". O carro de passeio entra por debaixo da carroceria do caminhão, vitimando seus ocupantes, mesmo em velocidades consideradas baixas para estradas.

O problema ocorre porque os pára-choques traseiros dos caminhões são muito recuados em relação à carroceria. Ao contrário da maioria dos países, inclusive do Mercosul, o Brasil não possui legislação específica para normatizar o desenho e a instalação desse tipo de equipamento.
Agora pesquisadores da Unicamp lançaram um novo modelo de pára-choque que poderá evitar tantas mortes. O novo equipamento foi testado no campo de provas da GM, em Indaiatuba (SP). Nos "crash tests" foram utilizados dois veículos Corsa e dois Vectra. Os resultados foram excepcionais, mostrando que os ocupantes dos veículos não seriam vitimados.
O pára-choque é um modelo não rígido, chamado "alicate". Sua característica principal é a de não permitir que o carro entre por debaixo do caminhão, mesmo que se rompa por excesso de velocidade. Durante a colisão, todos os avanços feitos pela indústria automotiva, no sentido de máxima absorção de energia pela área apropriada do carro serão úteis. A deformação do carro na área certa diminuirá o impacto sobre os passageiros, o que é exatamente o objetivo desta absorção de energia.
A Unicamp não patenteou o projeto para facilitar sua rápida disseminação.