Robótica

Cientistas criam robô-artista

Cientistas criam robô-artista

Robô semi-vivo

Trabalhando em seus respectivos laboratórios, localizados em Universidades em pontos diferentes do planeta, pesquisadores dos Estados Unidos e da Austrália criaram o que eles chamam de uma nova classe de seres "criativos".

O artista "semi-vivo" é, na verdade, um robô desenhista, localizado em Perth, na Austrália, cujos movimentos são controlados por células de cérebros de ratos, mantidas vivas em um disco de vidro em Atlanta.

O braço robótico desenhista opera a partir dos sinais de atividade neural de apenas alguns milhares de neurônios de ratos colocados sobre uma placa de Petri especial, capaz de manter as células vivas.

O disco de vidro é conhecido como MEA ("Multi-Electrode Array" ), um conjunto de 60 eletrodos de mão-dupla para comunicação entre os neurônios de ratos e o circuito eletrônico externo.

Os sinais dos neurônios são gravados e enviados para um computador, que traduz a atividade neural em movimentos robóticos.

A rede de células cerebrais de ratos, localizada no laboratório do Dr. Steve Potter em Atlanta, e o braço robótico, localizado no laboratório do Dr. Guy Ben-Ary, em Perth, interagem em tempo real por meio de uma conexão de troca de dados via Internet.

Evolução e expressão artística

Embora os desenhos do robô-artista pareçam-se com os rabiscos de uma criança de três anos de idade, o experimento tem um significado mais profundo.

A equipe de pesquisadores espera criar uma ponte entre os sistemas biológico e eletrônico para produzir uma máquina capaz de equiparar a inteligência de organismos muito simples.

"Nós estamos tentando criar uma entidade que, ao longo tempo, irá evoluir, aprender e expressar-se através da arte," sonha Potter.

Em outra experiência, o grupo de Ben-Ary está utilizando música para estimular a atividade elétrica de neurônios de peixes cultivados sobre chips de silício, os quais deverão também controlar o braço robótico.

A equipe do Dr. Potter, por sua vez, foi a responsável pela criação do Hybrot, um pequeno robô controlado por neurônios de ratos, recentemente noticiado aqui no Inovação Tecnológica.





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