Robótica

Robôs bio-inspirados saltam como pulgas e flutuam como esquilos-voadores

Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/09/2007

Robôs bio-inspirados saltam como pulgas e flutuam como esquilos-voadores
Como são construídos para saltar, esses pequenos robôs bio-inspirados são também capazes de suportar bem as quedas, o que os torna extremamente resistentes. [Imagem: Armour Group]

Cientistas da Universidade de Bath, Inglaterra, estão criando pequenos robôs saltitantes inspirados em esquilos, gafanhotos e pulgas. A NASA já considera seriamente o conceito de robôs saltitantes para exploração de outros planetas, embora com um design menos biomimético.

Robôs que saltam

Os robôs com rodas são mais comuns porque são mais fáceis de se construir. Há até robôs que andam sobre esferas mas, quando se trata de andar em qualquer terreno, os engenheiros acreditam que robôs com pernas podem ser melhores, principalmente para missões espaciais.

A equipe do Dr. Rhodri Armour resolveu literalmente dar um salto, acreditanto que robôs capazes de pular podem ser ainda melhores do que robôs com pernas. E não apenas para aplicações espaciais, mas para tarefas mais simples como subir escadas e saltar sobre buracos, servindo a funções como o monitoramento ambiental em áreas remotas.

Robôs bio-inspirados

Como são construídos para saltar, esses pequenos robôs bio-inspirados são também capazes de suportar bem as quedas, o que os torna extremamente resistentes. A simplicidade de sua construção os torna baratos, permitindo a execução de missões nos quais os próprios robôs são simplesmente descartados no campo - ou no espaço - depois de cumprirem sua tarefa.

Um dos dos robôs construídos pela equipe do Dr. Armour tem uma estrutura esférica formada por arames flexíveis, o que a transforma em uma mola. O eixo central possui todo o mecanismo propriamente dito do robô, incluindo a bateria, os servo-motores e um receptor de rádio.

Robô-mola

Robôs bio-inspirados saltam como pulgas e flutuam como esquilos-voadoresOs atuadores puxam os pólos da esfera em direção ao centro, fazendo com que a mola acumule energia.

Ao ser liberada repentinamente, a mola libera essa energia, fazendo com que o robô salte a uma altura equivalente a dois terços do seu tamanho.

O outro robô é mais eficiente, conseguindo saltar a uma altura mais de duas vezes maior do que a sua própria altura e uma distância quatro vezes maior do que seu comprimento.

Ele possui quatro longas pernas, cada uma com uma mola no joelho. Quando ele salta, as membranas entre as pernas funcionam como asas, fazendo com que ele possa planar e alcançar maiores distâncias.

Bibliografia:

Jumping robots: a biomimetic solution to locomotion across rough terrain
Rhodri Armour, Keith Paskins, Adrian Bowyer, Julian Vincent, William Megill
Bioinspiration & Biomimetics
3 September 2007
Vol.: 2 S65-S82
DOI: 10.1088/1748-3182/2/3/S01
http://tinyurl.com/24qxn7
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