Espaço

Escudo inflável de reentrada na atmosfera pronto para testes

Em aterrissagens em altas velocidades, em planetas distantes que possuem atmosfera, sondas espaciais são normalmente protegidas por escudos rigidos, resistentes ao calor, enquanto sua descida é amortecida por pára-quedas para reduzir o impacto. Nos últimos anos, novas tecnologias têm sido desenvolvidas para substituir estes volumosos escudos e pára-quedas.

A nave russa Mars'96 por exemplo, lançada em Novembro de 1.996 mas que não conseguiu alcançar sua órbita, carregava dois módulos projetados para aterrissar na superfície de Marte. Para a última parte da missão, foi desenvolvido um mecanismo inflável para reentrada e descida. Os principais componentes deste sistema foram uma carapaça resistente ao calor, que funcionava também como freio aerodinâmico, um material inflável armazenado de forma altamente compactada e um sistema de pressurização  

Esta tecnologia é agora considerada aplicável para outros cenários de reentrada, tais como recuperação de cargas da Estação Espacial Internacional, aterrissagens em outros planetas, para missões científicas e pesquisa atmosférica.

Uma missão de testes irá avaliar, nos dias 9 e 10 de Fevereiro, o desempenho desta nova tecnologia antes que ela seja oferecida para potenciais usuários. Um foguete russo Soyuz/Fregat, lançado da base de Baikonur, irá permitir um vôo de um veículo de testes, o qual é equipado com um escudo inflável e um sensor desenvolvidos pela DaimlerChrysler Aerospace (DASA). Após quatro voltas ao redor da Terra, o veículo será empurrado pelo estágio superior do foguete para reentrar na atmosfera a cerca de 1800 km a noroeste do local do lançamento. Durante a missão, vários parâmetros técnicos, tais como pressão, temperatura e desaceleração serão monitorados e será observado o enchimento da estrutura de reentrada e descida.

"A partir desta nova tecnologia, esperamos um significativo avanço, para tornar a reentrada de pequenas cargas mais seguras, mais simples e menos caras do que os sistemas tradicionais", explica Dieter Kassing, gerente do projeto.

Um dos principais instrumentos a bordo do veículo é um sensor desenvolvido pela Universidade de Stuttgart para a determinação da pressão do oxigênio em órbitas baixas da Terra e durante a reentrada. Além do sensor, a missão irá levar uma coleção de rochas para estudo de modificações físicas e químicas em rochas sedimentares. Será uma simulação de meteoritos, durante a reentrada na atmosfera.





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