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Abrigo para catástrofes alimentado a hidrogênio

Abrigo para catástrofes alimentado a hidrogênio
A vila de abrigos é alimentada por um ônibus com células de combustível a hidrogênio, que provê energia, banheiros e lavanderia. [Imagem: Luiz Massi Júnior]

Energia do hidrogênio

As vítimas e pessoas desalojadas por catástrofes naturais no Brasil normalmente são acomodadas de forma precária em ginásios e escolas.

Luiz Massi Júnior, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo), acredita que é possível fazer muito melhor.

Ele propõe a construção de vilas com 24 abrigos cada uma, cada abrigo podendo acomodar até seis pessoas. Esses abrigos provisórios, mas com infraestrutura adequada para receber os desalojados, seriam montados rapidamente em uma área a salvo de novas tragédias.

Para que a montagem seja rápida, sem depender da instalação de infraestruturas demoradas, Luiz Massi propõe a utilização de uma Unidade Móvel de Infraestrutura, uma adaptação de um ônibus a hidrogênio similar ao da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU).

Como o ônibus possui uma célula de combustível a hidrogênio para fornecer eletricidade para seus motores elétricos, tudo o que seria necessário seria estacionar o veículo ao lado dos abrigos e direcionar a eletricidade gerada para abastecer os abrigos.

Tudo sem o barulho de geradores e sem a geração de qualquer poluente, já que as células a combustível a hidrogênio produzem apenas água como subproduto.

Abrigo para catástrofes alimentado a hidrogênio
Os componentes podem ser transportados facilmente e cada abrigo pode ser montado e desmontado pelos próprios moradores. [Imagem: Luiz Massi Júnior]

Abrigo para emergências

Outra vantagem é que a unidade móvel ofereceria a infraestrutura de banheiros e lavanderia aos moradores da comunidade temporária.

"Considerei a eficiência energética, a mobilidade, a emissão zero de poluentes, além de evitar a construção de edificações auxiliares para as instalações sanitárias, responsáveis por características indesejáveis como espaços ociosos e investimentos públicos sem retorno, após a desocupação da área", afirma ele.

Cada abrigo tem nove metros quadrados e tem suas paredes formadas com um isolante térmico de alta eficiência. O forro é constituído de placas e uma cobertura curva de tecido impermeável armada em estrutura metálica, adicionando benefícios estéticos à proteção do local contra intempéries.

Sem encanamentos ou instalações sanitárias, a água potável para consumo e preparação de alimentos é provida através de galões. Há, ainda, uma lâmpada de LED iluminando o local e duas tomadas de 110 volts.

Cada abrigo, que pode ser montado e desmontado pelos próprios moradores, custaria cerca de R$ 12,5 mil. "Trata-se de um projeto com caráter emergencial, que permitirá participação financeira de recursos de doações e trabalhos voluntários", acrescenta Luiz Massi.





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