Robótica

Areia auto-escultora: Microrrobôs "desbastam-se" para formar objetos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/04/2012

Areia auto-escultora: Microrrobôs
Os grãos da areia inteligente são minúsculos robôs que, em vez da abordagem mais tradicional, de irem se juntando para formar um objeto maior, usam uma técnica subtrativa. [Imagem: M. Scott Brauer/Rus Lab/MIT]

Auto-escultura robotizada

A ideia de construir módulos robotizados que consigam se unir para formar objetos complexos não é nova, mas andava meio esquecida.

O conceito de robôs que constroem robôs vai desde blocos automontantes até a futurística argilotrônica, eventualmente usando micro ou nano robôs.

A ideia voltou à tona com o trabalho de uma equipe do MIT, que está pensando em uma versão menos liquefeita da argilotrônica: Kyle Gilpin e Daniela Rus chamam seu conceito de "areia auto-escultora".

Areia inteligente"

Os grãos da "areia inteligente" são minúsculos robôs que, em vez da abordagem mais tradicional, de irem se juntando para formar um objeto maior, usam uma técnica subtrativa.

Da mesma forma que um escultor desbasta uma madeira ou uma pedra, os robôs individuais vão saindo da sua "caixa de areia" até deixar o objeto desejado perfeitamente modelado.

É um avanço substancial em relação à técnica aditiva desenvolvida pela mesma equipe, que usava uma espécie de blocos de Lego robotizados que iam se unindo para formar um robô maior.

Areia auto-escultora: Microrrobôs
Os seixos robóticos possuem um microprocessador capaz de armazenar um programa com 32 Kbytes, e uma memória de 2 Kbytes. [Imagem: M. Scott Brauer/Rus Lab/MIT]

Os cientistas afirmam ter testado com sucesso algoritmos que operam a partir de uma areia inteligente real, ainda que bastante grossa - cada "seixo inteligente" é um cubo com 1 centímetro de lado.

Os robôs individuais passam mensagens para a frente e para trás da estrutura, avisando quem deve permanecer do lugar e quem deve ser "desbastado".

Ímãs eletropermanentes

Cada um dos grãos da areia inteligente possui microprocessadores rudimentares, e um se une aos outros por ímãs especiais instalados em quatro de suas seis faces.

São os chamados ímãs eletropermanentes, materiais que podem ser magnetizados e desmagnetizados com um simples pulso elétrico, dispensando a energia para manter a união entre os módulos.

É também através dos ímãs que os módulos se comunicam uns com os outros.

Os protótipos possuem um microprocessador minúsculo, capaz de armazenar um programa com 32 Kbytes, e contando com uma memória de 2 Kbytes.

É a equipe da Dra Rus que está por trás de um projeto lançado recentemente pelo MIT, que pretende viabilizar a criação de robôs em casa.

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