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Asteroide Caju reforça tese da existência do Planeta Nove

Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/05/2018

Asteroide Caju reforça tese da existência do Planeta Nove
Representação da órbita do Caju (2015 BP519), juntamente com a órbita de outros objetos transnetunianos para comparação. Ele tem a maior inclinação já vista em relação ao plano dos planetas conhecidos.
[Imagem: Juliette C. Becker et al.]

Mais um planeta no Sistema Solar

Astrônomos brasileiros fazem parte de uma grande equipe internacional que descobriu o que eles estão descrevendo como mais uma evidência da existência do Planeta Nove.

O grupo descreve o comportamento anômalo de um corpo celeste recém-descoberto como resultado da influência de um grande planeta desconhecido.

Há cerca de dois anos, os astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia propuseram a possível existência de mais um grande planeta circulando o Sol - o que o tornaria o nono planeta conhecido em nosso sistema solar. Os astrônomos fizeram sua previsão com base em observações de pequenos corpos celestes que povoam a borda do sistema solar - suas órbitas estão claramente sendo distorcidas por uma massa gravitacional.

Asteroide Caju

Agora, Juliette Becker e seus colegas sugerem que a órbita não usual de um objeto transnetuniano pode ser explicada pela gravidade do ainda hipotético Planeta Nove.

O objeto, chamado 2015 BP519, e apelidado de Caju, foi observado pela primeira vez há cerca de três anos, mas foram necessárias novas observações para mostrar que sua órbita é muito incomum - ele fica quase perpendicular ao plano dos planetas conhecidos.

O que torna a descoberta particularmente interessante é que a equipe que propôs a existência do Planeta Nove criou uma simulação no ano passado que previa exatamente o ângulo orbital do Caju. E agora ele foi encontrado.

Segundo a equipe, depois que o Caju foi descoberto, foram feitas várias tentativas para entender sua órbita, mas todas falharam. Então eles adicionaram um grande planeta às simulações e isso resolveu as discrepâncias.

Tudo o que é necessário agora, sugerem eles, é que alguém realmente encontre o Planeta Nove.

A expectativa é que o Planeta Nove esteja muito distante de nós, tenha aproximadamente quatro vezes o tamanho da Terra, mas com 10 vezes a sua massa, e leve de 10.000 a 20.000 anos para completar uma órbita em torno do Sol.

Bibliografia:

Artigo: Discovery and Dynamical Analysis of an Extreme Trans-Neptunian Object with a High Orbital Inclination
Autores: Juliette C. Becker et al.
Revista: arXiv
Link: https://arxiv.org/abs/1805.05355
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