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Biodiesel de dendê vai abastecer 216 locomotivas em Carajás

Biodiesel de dendê vai abastecer 216 locomotivas em Carajás
[Imagem: Vale]

Biodiesel de dendê

A Vale quer que todas as suas locomotivas do sistema Carajás sejam alimentadas por biodiesel de dendê até 2014.

Para isso, a empresa formou uma joint-venture com a Biopalma da Amazônia S.A, criando o maior produtor de óleo de palma, a palmeira de cujo fruto, o dendê, é retirado o óleo. O investimento total será de US$500 milhões. A fábrica de biodiesel propriamente dita será integralmente da Vale.

O objetivo é produzir o combustível que irá alimentar toda a frota de 216 locomotivas do Sistema Norte, bem como as máquinas e equipamentos de grande porte das minas de Carajás.

Menos CO2 emitido

Estima-se que a produção anual de óleo da nova empresa alcance 500 mil toneladas anuais. Parte dessa produção será transformada em 160 mil toneladas de biodiesel para a Vale, que serão utilizadas para auto-consumo. O restante do óleo de palma produzido será comercializado pela Biopalma.

Este volume de biodiesel corresponde à redução de cerca de 12 milhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera durante a duração do projeto, em relação às emissões do diesel comum, desconsideradas as emissões relativas à cadeia produtiva do biodiesel. Isso corresponde à emissão de mais de 200 mil carros circulando no mesmo período.

Empregos no campo e conservacionismo

O consórcio, que tem 41% de participação da Vale, vai gerar cerca de 6 mil empregos diretos no campo e a possibilidade de renda para 2 mil famílias de pequenos produtores. O empreendimento abrange uma área de cerca de 130 mil hectares, em uma região que possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Deste total, serão usados 60 mil hectares para o plantio da palma, totalizando 9,3 milhões de mudas até 2013.

Essa área corresponde a aproximadamente 49 mil campos de futebol das dimensões do Maracanã. O restante (70 mil ha) será protegido e recuperado pelo consórcio. Com isso, a Vale contribuirá para a recuperação e a conservação de ecossistemas do bioma Amazônico, estabelecendo na região referência para essas práticas.

Mistura do biodiesel

A partir de 2014, a Vale utilizará a mistura B20 (20% de biodiesel e 80% de diesel comum) na Estrada de Ferro Carajás e em algumas operações de mineração do Sistema Norte. A parceria com a Biopalma vai permitir que a Vale se torne autossuficiente na produção do B20. Ao mesmo tempo, a empresa irá conseguir se antecipar à regulamentação que prevê o uso do B20 para 2020.

Em 2008, o consumo de óleo diesel puro da Vale no Brasil foi de 940 milhões de litros, sendo 336 milhões nas unidades do Sistema Norte. O volume de biodiesel puro (B100 - sem mistura com diesel) consumido no ano foi 19 milhões de litros, sendo 7 milhões no Sistema Norte.

Até o final de 2009, a empresa pretende plantar mais 2 milhões e 300 mil mudas de palma, além das 800 mil que já foram plantadas. Os primeiros frutos para a produção de óleo deverão ser colhidos em 2011. O biodiesel começará a ser produzido em 2014.





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