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IPT pede patente de coletor de água da chuva

IPT deposita pedido de patente de coletor de água da chuva
Protótipo do equipamento para filtragem e descarte da primeira chuva - Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do IPT[Imagem: IPT]

Uma pesquisa produzida no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, para o desenvolvimento de soluções para o aproveitamento de água pluvial em edificações possibilitou o pedido de patente de um dispositivo compacto que reúne filtração e descarte da primeira chuva.

O trabalho é a dissertação de mestrado do aluno do mestrado profissional do IPT da área de Tecnologias Ambientais, o arquiteto Francisco Cilento, sob orientação dos pesquisadores Wolney Alves e Luciano Zanella, do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Instituto.

O pedido de patente, com titularidade do IPT e Cilento como inventor da pesquisa, foi publicado no dia 28 de setembro, na Revista do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Coletor de água da chuva

O projeto teve como objetivo a possibilidade de implantação do dispositivo em edificações já existentes com o mínimo de intervenção nas estruturas e acabamentos.

Além das telas dispostas em paralelo com malhas distintas para a remoção dos sólidos da água, o sistema conta com diferenciais em relação ao estado da técnica: as válvulas mecânicas e automáticas para regulagem da entrada e saída de água do reservatório de acumulação da primeira chuva.

A válvula de entrada do reservatório de descarte da primeira chuva baseia-se em uma portinhola que possui em sua extremidade uma barra de elemento flutuante.

Assim que o nível do reservatório de água de primeira chuva atinge o nível máximo de projeto, a portinhola é fechada e a água é encaminhada para o reservatório.

O uso previsto para a água coletada por esse sistema é limpar pisos e fachadas e regar jardins, mas o uso pode ser estendido para a lavanderia e banheiros com interferências nas instalações hidráulicas existentes do edifício.

Filtros importados

Na várzea do Rio Pirajussara, na cidade de São Paulo, Cilento avaliou as edificações existentes para verificar a disponibilidade de implantação de um sistema para armazenamento de água de chuva.

Foram analisadas seis áreas distintas ao longo da várzea e cerca de 500 imóveis. "Apoiado nas experiências dos meus orientadores, avaliei os dados da pesquisa de campo e o estado atual da arte para desenvolver uma tecnologia 100% nacional para aproveitamento de água de chuva, testada no laboratório do IPT com ótimos resultados", afirma.

Indústrias e setores da construção civil poderão produzir o sistema, que é inexistente no Brasil. Os filtros utilizados no país atualmente são de tecnologia alemã.





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