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Detector de emoções torna dirigir mais seguro

Detector de emoções torna dirigir mais seguro
O grande desafio é detectar a irritação, que geralmente torna os motoristas mais agressivos e sem atenção. [Imagem: EPFL-PSA]

Irritação de motoristas

Em 2006, pesquisadores apresentaram o primeiro programa de computador para detectar as emoções dos motoristas.

As propostas vão desde emitir alertas para fazer o sujeito "cair na real", até transferir o controle do carro para um copiloto inteligente.

Agora esses detectores de emoções estão se aproximando do uso real, conforme pesquisadores do Instituto Politécnico Federal de Lausanne, na Suíça, associaram-se com a PSA Peugeot Citroën para fazer os primeiros testes da tecnologia em ambiente real de tráfego.

O programa, chamado LTS5, usa uma câmera infravermelha colocada atrás do volante. A câmera de infravermelho funciona também no escuro, evitando incomodar o motorista com algum tipo de iluminação.

O programa, como vários outros antes dele, já consegue detectar, a partir da análise das expressões faciais, várias emoções, como medo, raiva, alegria, tristeza, nojo, surpresa e suspeita.

No caso dos motoristas, contudo, há uma grande necessidade de detectar a irritação, que geralmente torna os motoristas mais agressivos e sem atenção.

Ocorre que cada pessoa expressa irritação de uma forma bem particular, o que torna difícil sua detecção.

Hua Gao e Anil Yüce encontraram uma solução mesclando as avaliações de raiva e desgosto.

A seguir, eles tiveram que otimizar os algoritmos para que eles rodem rapidamente em um dispositivo que possa ser incorporado no painel do carro.

Apesar dos bons resultados - a irritação é detectada corretamente na maioria dos casos - os pesquisadores estão planejando incluir no sistema uma capacidade de atualização em tempo real.

Segundo Gao, eles pretendem criar uma espécie de interface homem-máquina autodidata, que possa complementar a base de dados estática que a versão atual do programa usa.

A equipe também está incorporando funções para detectar o cansaço do motorista, o que é feito avaliando continuamente o nível de fechamento das pálpebras, e até reconhecimento de voz.

Até lá, a equipe está animada com a possibilidade de usar a tecnologia em outras aplicações, incluindo videogames, exames médicos e marketing.





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