Mecânica

Drone invisível testa tecnologias para aviões sem piloto

Drone invisível testa tecnologias para aviões sem piloto
O modelo em escala 1:4 mede 3 metros de comprimento por 3 metros de envergadura. [Imagem: DLR]

Avião sem piloto

A Agência Espacial Alemã (DLR) testou com sucesso um protótipo de avião autônomo projetado para avaliar várias tecnologias que deverão permitir um salto qualitativo para os drones e abrir o caminho para uma maior automação dos aviões.

O protótipo, batizado de SAGITTA, é um veículo aéreo não-tripulado (VANT) a jato e foi construído em colaboração com a Airbus.

O primeiro voo foi totalmente programado antes da decolagem. O drone decolou e voou de forma autônoma durante sete minutos por um percurso predefinido. Ele então aproximou-se da pista e pousou sem qualquer intervenção humana.

Entre as principais tecnologias avaliadas está o próprio material de que o avião é feito, um compósito ultraleve feito de um polímero reforçado com fibra de carbono. As camadas finas como papel são coladas até atingir espessuras que variam de acordo com o papel estrutural e a carga a que é submetida cada peça ou parte da fuselagem.

"Nossos pesquisadores tiveram que projetar e construir os componentes individuais de forma que eles se encaixassem precisamente durante a montagem, porque a camada adesiva precisava ser fina e uniforme para que a ligação fosse forte," disse Martin Wiedemann, da DLR.

Drone invisível testa tecnologias para aviões sem piloto
[Imagem: DLR]

Drone invisível

Este primeiro protótipo foi construído na escala de 1:4 do drone que deverá ir para a linha de produção nos próximos anos - ele mede 3 metros de comprimento por 3 metros de envergadura.

Impulsionado por duas turbinas de 300 N, o drone pode levantar voo com um peso total de até 150 quilogramas.

O voo de demonstração serviu também para confirmar que o drone se camufla em relação ao radar, com sua característica de "invisibilidade ao radar" (stealth) provindo primariamente de seu formato.

A seguir, o veículo de testes será usado para avaliar novos componentes estruturais nos quais serão integrados elementos funcionais ativos, como os flaps ajustáveis e dinâmicos.

"Com exceção dos freios, é um 'aparelho eletrônico de voo' que é controlado por atuadores eletromecânicos, em vez de componentes hidráulicos. O veículo experimental não é um produto pronto para produção. Ele foi projetado para recolher informações valiosas sobre novas tecnologias para sistemas de voo sem tripulação," disse Wiedemann.





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