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Estação espacial lança satélite brasileiro de pequeno porte

Estação espacial lança satélite brasileiro de pequeno porte
A colocação do AESP-14 no espaço foi realizada por meio de um lançador desenvolvido para satélites de pequeno porte no laboratório japonês da ISS.[Imagem: AEB]

Lançamento do cubesat brasileiro

O cubesat AESP-14, primeiro satélite de pequeno porte 100% desenvolvido no País, foi lançado ao espaço nesta quinta-feira (5), às 10h30 (horário de Brasília), a partir da Estação Espacial Internacional.

Com as dimensões de um cubo com 10 centímetros de lado e pesando quase um quilo, o nanossatélite foi produzido por uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em São José dos Campos (SP).

Sua missão é validar subsistemas desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação do ITA. No momento do lançamento o laboratório científico estava nas proximidades do continente africano.

A colocação do AESP-14 no espaço foi realizada por meio do dispositivo japonês JEM Small Satellite Orbital Deployer (J-SSOD), um lançador desenvolvido para satélites de pequeno porte.

Experimento para radioamadores

O satélite possui um experimento para uso da comunidade radioamadora, que poderá receber os quadros de telemetria e decodificá-los O modem do cubesat tem potência de 500 mW e opera na frequência de 437.600 MHz.

O experimento radioamadorístico do AESP-14 foi elaborado pelo professor e radioamador Douglas Santos (PY2DGS) e pelos integrantes do Clube de Radioamadores de Americana (Cram), no interior de São Paulo.

O experimento do Cram consiste na transmissão de 100 sequências aleatórias (strings MD5) armazenadas na memória do satélite.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no desenvolvimento do satélite, cabendo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o aporte de R$ 150 mil em bolsas para pesquisas. A AEB ainda financiou US$ 555 mil para os lançamentos do AESP-14, do Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) e NanosatC-Br1, este já no espaço desde 2014.





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