Mecânica

Etiqueta inteligente para objetos metálicos

Etiqueta RFID para metais
Os dados da etiqueta RFID para metais podem ser lidos a uma distância de oito metros. [Imagem: Unicamp/Antônio Scarpinetti]

RFID

Engenheiros da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) criaram uma etiqueta inteligente para identificação de objetos que pode ser aplicada sobre metais.

Manoel Barbin e Michel Yacoub inovaram em termos mundiais ao criar uma etiqueta que poderá ser utilizada para identificar objetos metálicos de médias e grandes dimensões, como placas, tubos e contêineres.

A tecnologia das etiquetas de radiofrequência, ou RFID (Radio Frequency Identification) é basicamente um substituto eletrônico - dotado de memória - dos códigos de barra.

A estrutura fina e fixada por um adesivo - daí o nome etiqueta - possui um chip que armazena informações sobre o produto, informações estas que podem ser lidas à distância por um leitor sem fios. O próprio leitor fornece a energia necessária à etiqueta RFID, dispensando o uso de uma bateria.

RFID para metais

Um dos grandes gargalos da tecnologia RFID - já amplamente disseminada em aplicações médicas, científicas e industriais - é a dificuldade de lidar com objetos metálicos, uma vez que o metal interfere com as ondas de alta frequência, inviabilizando a leitura dos códigos armazenadas na memória da etiqueta RFID.

"É como sintonizar uma emissora de rádio e receber o sinal de outra. Por exemplo: se o projetado é de 900 MHz (megahertz), o metal muda o padrão para 800 MHz e o sistema simplesmente não detecta o objeto que se deseja. Daí, o aspecto inovador desta pesquisa," disse o professor Yacoub.

Além disso, a frequência de UHF utilizada permite a leitura das informações a uma distância superior a oito metros.

"A etiqueta em si é feita em um processo de tornearia, com o corte, dobra e solda da chapa. A parte mais sofisticada, que não se faz em estamparia, é a colocação do chip. Se as etiquetas convencionais são realmente baratas, elas não funcionam em metal, enquanto esta funciona, a um custo bem razoável, que hoje não deve ultrapassar os 4 reais - e que poderia cair bastante na fabricação em escala," disse Barbin.





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