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Etiquetas sem fios darão segurança a passageiros de navios

Etiquetas sem fios darão segurança a passageiros de navios
[Imagem: Lynceus Project]

Etiquetas sem fios

Acidentes em navios como o Costa Concórdia e o sul-coreano Sewol mostram que as táticas usadas para retirar os passageiros em segurança das grandes embarcações não evoluíram muito desde o Titanic.

Por isso, engenheiros europeus de várias universidades e empresas se reuniram em busca de soluções que permitam rastrear os passageiros de um navio, garantindo que todos sejam orientados pela melhor rota de escape e, sobretudo, que nenhum seja deixado para trás, guiando equipes de socorro para resgatar aqueles que estejam em dificuldades.

A tecnologia escolhida pelo projeto Lynceus é similar às etiquetas RFID, mas de maior potência e dotadas de pequenas baterias para aumentar seu alcance.

"Criamos etiquetas sem fios inovadoras que podem ser incorporadas nos coletes salva-vidas, de modo que a localização das pessoas dentro do navio possa ser facilmente detectada," afirmou o Dr. Anastasis Kounoudes, diretor técnico de uma das empresas que participam do projeto. "Os oficiais responsáveis pela segurança poderão, assim, saber exatamente onde se encontra cada passageiro e membro da tripulação durante uma operação de evacuação."

Rastreamento contínuo

No dia-a-dia normal, os passageiros serão rastreados por meio de leitores instalados juntos aos sensores de incêndio.

Os engenheiros do projeto desenvolveram também um dispositivo de radar capaz de determinar a localização exata dos passageiros que tenham caído na água.

A tecnologia é versátil e poderá ser utilizada para ajudar os pais a localizar os filhos nos grandes navios de cruzeiro ou em parques de diversões, e também para monitorar a saúde de pessoas doentes - nesses casos, as pessoas a serem monitoradas deverão utilizar pulseiras especiais com as etiquetas sem fio embutidas.

O projeto Lynceus, que recebeu investimentos de €2,5 milhões da União Europeia, reúne 15 participantes de sete países: Chipre, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido.

A equipe pretende agora efetuar uma série de testes com a tecnologia. O projeto deverá ser finalizado em 2015, quando então os parceiros industriais se responsabilizarão em levar as soluções para o mercado.





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