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Projeto Fabricação Digital traz sete técnicas de impressão 3D ao Brasil

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), a PUC-Rio e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) se uniram para trazer ao Brasil todos os tipos de tecnologia de prototipagem em 3D.

Mais conhecida como "impressão 3D", a técnica será utilizada para produzir protótipos e produtos voltados para a indústria de petróleo e gás.

O projeto, chamado, "Fabricação Digital", pretende desenvolver tecnologia nacional e permitir às indústrias a produção de protótipos e produtos em todos os tipos de tecnologias existentes atualmente.

Os laboratórios contarão com equipamentos para sete técnicas de prototipagem e oito tipos diferentes de materiais, incluindo titânio, alumínio, aço, nylon e outros plásticos de alta resistência.

Estará disponível também uma impressora capaz de gerar em 3D protótipos de equipamentos de grandes dimensões.

Demanda reprimida

"Alcançaremos um nível de excelência mundial em tecnologias de manufatura aditiva. As indústrias ganham e a ciência, tecnologia e Inovação do Brasil avançam," afirmou Jorge Lopes, pesquisador da área de Desenho Industrial do INT.

De acordo com números da ONIP, o Brasil tem uma demanda reprimida de mais de 400 empresas na área de óleo e gás em busca deste tipo de solução unificada.

"Desenvolvemos um modelo em que a empresa será aconselhada, através de um escritório de especialistas da ONIP, que irá filtrar os melhores projetos a serem desenvolvidos, sendo um catalisador no processo", ressalta o superintendente da ONIP, Carlos Camerini.

"O processo será todo integrado na universidade. A PUC-Rio oferece engenheiros especialistas em materiais e simulações numéricas e designers para os projetos. Essa integração permitirá a construção de protótipos funcionais que serão testados e aprovados antes de irem para o mercado," completou Sérgio Braga, do Instituto de Tecnologia da PUC-Rio.

Protótipos 3D no Brasil

O processo de produção de protótipos de alta complexidade hoje é feito sobretudo em empresas fora do país, chegando a levar meses ou até anos para ser concluído.

Agora, com as novas tecnologias, um protótipo poderá ser feito em dias, sem sair do Brasil.

Além de beneficiar as grandes empresas, que terão uma prestação de serviço mais rápida e de melhor qualidade, a iniciativa também trará vantagens para as micros, pequenas e médias empresas.

"Antes, algo que estava sendo desenvolvido no Brasil, tinha que ser mandado para o exterior para prototipar. Agora, as empresas menores não precisarão mais sofrer com os problemas de custo e tempo que esse processo traz", afirmou Camerini.





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