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Finep investirá R$ 400 milhões em empresas emergentes

Empresas emergentes

A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) lançou o programa Finep Startup, que irá oferecer até R$ 400 milhões a empresas inovadoras nos próximos quatro anos.

A chamada pública para empresas emergentes (startups) deve apoiar 50 empresas por ano em duas rodadas de investimentos - em cada uma, 25 empresas serão selecionadas.

A Finep já apoia empresas emergentes via fundos de investimento em participações (FIPs), aos quais associa-se como cotista. Com o Finep Startup, a instituição passa a investir diretamente nas companhias, com objetivo de aportar conhecimento e recursos financeiros por meio de participação no capital de empresas em estágio inicial com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.

Segundo o presidente da Finep, Marcos Cintra, o programa proporciona um instrumento ágil para a contratação das propostas, já que o investimento se daria por meio de contrato de opção de compra de ações e poderia chegar a R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios da empresa emergente.

"Temos feito esforços que buscam reduzir o custo para grandes e pequenas empresas. Em tempos de contenção fiscal, iniciativas assim são importantes para superar de forma criativa e propositiva as dificuldades econômicas pelas quais o Brasil vem passando," ressaltou.

Participação acionária

A expectativa é de que o apoio se concentre nas seguintes áreas temáticas: educação, cidades sustentáveis, fintech - junção de finanças com tecnologia -, internet das coisas, economia criativa, energia, defesa, mineração, petróleo, manufatura avançada, biotecnologia, tecnologia agrícola, química e modelagem da informação da construção.

Para contribuir para que as empresas cheguem ao mercado, o Finep Startup selecionará companhias com protótipo, Produto Viável Mínimo, prova de conceito ou, preferencialmente, já realizando suas primeiras vendas.

Esse tipo de contrato transforma a Finep em uma potencial acionista da empresa. A opção de se tornar sócia da empresa terá prazo de até três anos, prorrogável por mais dois anos. Se a empresa for bem-sucedida, a agência pode escolher essa opção.

Caso a empresa não seja bem-sucedida no plano de crescimento e não alcance o estágio de maturidade esperado, a Finep não exercerá a prerrogativa. O modelo, inédito na esfera pública no Brasil, é inspirado em programas de outros países, particularmente dos Estados Unidos.





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