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Fórum de Davos pessimista com Quarta Revolução Industrial

Fórum de Davos pessimista com Quarta Revolução Industrial
A previsão de uma Era das Máquinas Livres, viabilizando a criação de fábricas domésticas, além de tecnologias que podem ajudar a salvar a economia no formato atual, contestam a visão pessimista demonstrada pelo Fórum Mundial de Davos.[Imagem: Pearce/Science]

A quarta revolução industrial implicará na perda de 5 milhões de empregos nos próximos cinco anos nas principais economias mundiais, segundo avaliação dos organizadores do Fórum Econômico Mundial, que está ocorrendo em Davos, na Suíça.

Além da perda de empregos, a quarta revolução industrial provocará "grandes perturbações não só no modelo dos negócios, mas também no mercado de trabalho nos próximos cinco anos", indica um estudo da entidade que organiza o Fórum de Davos.

Revoluções Industriais

Depois da primeira revolução industrial (com o aparecimento da máquina a vapor, da segunda (eletricidade, cadeia de montagem) e da terceira (eletrônica, robótica), o Fórum define a quarta revolução industrial como a combinação de fatores como a internet dos objetos e os megadados para transformar a economia.

"Sem uma atuação urgente e focada a partir de agora para gerir esta transição a médio prazo e criar uma mão de obra com competências para o futuro, os governos vão enfrentar desemprego crescente constante e desigualdades", alertou o presidente e fundador do Fórum de Davos, Klaus Schwab.

Democratização econômica

Fundado em 1971, o Fórum de Davos apresenta-se como um "laboratório de ideias" para debater grandes temas relevantes para o mundo a curto e médio prazos, embora seus críticos afirmem ser uma "reunião dos ricos para discutir os problemas dos ricos".

Por exemplo, nem todos compartilham uma visão pessimista sobre a quarta revolução industrial, prevendo que ela será a a era das máquinas livres. Se essas avaliações estiverem corretas, talvez os mais ricos tenham mesmo com que se preocupar, já que a "democratização econômica" significaria uma perda de poder das empresas e instituições tradicionais, todas bem representadas no Fórum de Davos.





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