Plantão

INPE lança boia oceanográfica brasileira na Antártica

INPE lança boia meteo-oceanográfica na Antártica
A boia, fabricada no Brasil, pesa aproximadamente 700 kg e possui 2 metros de diâmetro, abrigando vários sensores oceanográficos e meteorológicos.[Imagem: INPE]

Boia brasileira

Pesquisadores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançaram uma boia meteo-oceanográfica de grande porte na região da Ilha Deception, na Antártica.

O lançamento foi feito no âmbito do projeto INTERCEPTION (Interações Oceano-Atmosfera-Zona Costeira em Micro Escala).

A boia pesa aproximadamente 700 kg e possui 2 metros de diâmetro, abrigando vários sensores oceanográficos e meteorológicos e uma plataforma (PCD-ARGOS) que permite o recebimento dos dados medidos quase em tempo real.

Os dados permitirão estudos sobre as interações entre o oceano, a zona costeira e a atmosfera.

O projeto tem um forte componente de instrumentação nacional.

"O sistema foi completamente construído e integrado por uma empresa brasileira. Assim, nesta realização, cumprem-se dois importantes objetivos da atuação do INPE: avanço do conhecimento científico e suas aplicações e avanço da qualificação da indústria nacional para o projeto e fabricação de produtos com conteúdo tecnológico", destacou Leonel Perondi, diretor do INPE.

Vulcão submarino

Os meteorologistas Marcelo Santini e Rose Freitas, do Centro Regional Sul do INPE, coordenaram o lançamento nas águas da baía de Port Foster, na Ilha Deception, formada por um vulcão ativo cujo cume se projeta para fora da água acima do nível do mar - a forma de ferradura permite a entrada de navios na área da cratera vulcânica destruída.

O ambiente geotectônico afeta a característica das massas de água e a circulação oceânica no interior de Port Foster que, por sua vez, causa impactos na atmosfera adjacente na forma de fluxos turbulentos e na zona costeira através de mudanças no regime das correntes marinhas, ondas e marés.

"O forte aquecimento das águas costeiras do Oceano Austral encontradas na baía semi-fechada interna da ilha regula localmente os fluxos de calor na interface com a atmosfera, no oceano aberto adjacente e também na zona costeira contígua à ilha", diz Ronald Buss, coordenador do INTERCEPTION.

A boia meteo-oceanográfica que será usada na coleta automática de dados sobre a atmosfera e o oceano ao longo do tempo em águas rasas (20 metros de profundidade) na baía de Port Foster foi produzida pela NEURON.





Outras notícias sobre:

Mais Temas