Mecânica

KERS para barcos recupera energia cinética das ondas

KERS para barcos recupera energia cinética das ondas
Esquema de uma versão linear do KERS para barcos.[Imagem: Giuseppe Leo Guizzi et al.]

Energia cinética das ondas

Navios e barcos também podem tirar proveito dos sistemas de recuperação de energia cinética - os KERS (Kinetic Energy Recovery Systems) - que já equipam carros de corrida e alguns veículos híbridos e elétricos de linha.

Assim como a frenagem de um carro gera uma energia cinética que pode ser aproveitada para gerar eletricidade, quando um barco surfa uma onda ele cria energia inercial.

Engenheiros europeus demonstraram agora que essa energia pode ser convertida em eletricidade para abastecer as necessidades do barco ou recarregar suas baterias.

Oscilação controlada

O protótipo, batizado de SeaKERS - um KERS para o mar - já está pronto. Basicamente é um peso livre ligado a uma suspensão, que oscila conforme o movimento do barco.

O grande desafio foi ajustar o sistema, encontrando o equilíbrio necessário para um funcionamento eficaz: recuperar energia demais acaba se contrapondo ao movimento do barco, ao passo que recuperar energia de menos significaria que a energia está sendo desperdiçada.

Para que o aparelho funcionasse, os pesquisadores constataram que ele requer uma trajetória ideal, permitindo-lhe extrair o máximo de energia disponível, máximo esse que depende de cada onda que se choca com o barco. O controlador do sistema usa essa trajetória como um alvo, ajustando-lhe constantemente para que ele seja colocado na posição correta em relação à onda.

KERS marítimo

"Ao contrário de outras soluções, o SeaKERS não subtrai energia da propulsão do barco, como as turbinas de vento e de água, e ele gera energia 24/7 [em tempo integral], enquanto os painéis solares só atingem seu melhor desempenho durante os dias ensolarados. Além disso, ele tem o efeito positivo de funcionar como um amortecedor, melhorando a estabilidade do barco," disse Domenico Serpella, coordenador do projeto, que foi financiado pela União Europeia.

A equipe afirma que o equipamento será eficiente em barcos maiores do que 10 metros de calado.





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