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Inaugurado laboratório que fará sonar do submarino nuclear brasileiro

Inaugurado laboratório que fará sonar do submarino nuclear brasileiro
Serão fabricados no Brasil submarinos convencionais da classe Scorpène, com repasse de tecnologia.[Imagem: Coppe/Marinha do Brasil]

O Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai atuar junto com a Marinha no desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro.

Para isso, foi inaugurado o Laboratório de Tecnologia Sonar (LabSonar), que desenvolverá tecnologias para acompanhar, detectar e classificar ruídos produzidos pelos motores e condições operativas de navios.

"A construção de um submarino nuclear representa muito para o Brasil e será um grande incentivo para as pesquisas que realizamos na Coppe. No momento, nossos pesquisadores estão envolvidos na construção do sonar do submarino nuclear, mas outras tecnologias ainda terão que ser desenvolvidas no país, como sistemas para retirada de gases dos submarinos, postos nucleares para abastecimento, entre outros", disse o professor José Seixas, coordenador do LabSonar.

O sonar a ser desenvolvido no LabSonar é do tipo passivo, que acompanha, detecta e classifica os ruídos produzidos no mar pelos motores dos navios e suas condições operativas. Há também possibilidades de projetos com os sonares ativos, que emitem sinais, ouvem o eco e detectam os corpos presentes.

"Trata-se de uma área muito sensível, com tecnologia cara. Atualmente os alvos irradiam menos ruído e os sonares precisam ser cada vez mais sofisticados para detectá-los. Nesse contexto, está cada vez mais complexo projetar os sonares," explicou o professor Seixas.

Segundo um acordo firmado em 2009 entre o Brasil e França para transferência de tecnologia, o país deverá adquirir um submarino nuclear francês.

Antes, serão fabricados no país submarinos convencionais da classe Scorpène, com repasse de tecnologia.

A Marinha estima que cada submarino produzido no país contará com pelo menos 36 mil itens produzidos por mais de 30 empresas brasileiras.

"Nós vamos construir junto com a França quatro submarinos convencionais, esse é um projeto francês e nós temos índices de nacionalização. Mas o maior desafio é nós projetarmos," disse Wilson Barbosa Guerra, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha.

O LabSonar vai colaborar na capacitação da Marinha na produção dos seus próprios materiais e assessorá-la nas negociações para transferência de tecnologia.

O submarino nuclear brasileiro deverá ficar pronto em 2025.





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