Eletrônica

Livros eletrônicos atingem qualidade de papel impresso

Livros eletrônicos atingem qualidade de papel impresso
Os reservatórios de pigmento são mantidos em reservatórios microscópicos ao lado de cada pixel, podendo ser visualizados com a aplicação de uma tensão.[Imagem: Gamma Dynamics LLC]

O Kindle, da Amazon, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a fazer sucesso comercial em larga escala. Inegavelmente, o poder de mercado da maior livraria online do mundo ajudou na grande aceitação, talvez até em uma proporção maior do que os crescentes avanços na área dos "papéis eletrônicos".

Mas a tecnologia agora poderá dar uma mão não apenas para melhorar o próprio Kindle, que tem uma tela preto e branco, mas também para permitir o lançamento de produtos concorrentes de melhor qualidade.

Imagem eletrofluídica

Engenheiros da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, desenvolveram uma tecnologia de imagem eletrofluídica que permite que, pela primeira vez, o e-paper alcance a mesma qualidade de imagem que um papel impresso.

A tecnologia, que gera imagens em cores, poderá ser utilizada também para melhorar a qualidade da imagem em telas de telefones celulares e em grandes telas usadas em anúncios comerciais.

"Não há comparação entre esta tecnologia e tudo o que já foi desenvolvido anteriormente," diz o pesquisador Jason Heikenfeld, um dos responsáveis pelo avanço. "Nós estamos à frente por uma larga margem em questões críticas como brilho, saturação de cor e velocidade de geração da imagem."

Tela EFD

Segundo o pesquisador, a nova tecnologia de imagem, batizada de EFD ("ElectroFluidic Display" - tela eletrofluídica), produz pixels coloridos opticamente superiores a todas as tecnologias atuais.

Como a camada ativa da tela tem menos de 15 micrômetros de espessura, os pesquisadores preveem que a tecnologia EFD viabilizará também as telas enroláveis, gerando equipamentos eletrônicos muito mais compactos.

Funcionamento da tela EFD

A tela eletrofluídica contém um reservatório onde é armazenada uma solução aquosa contendo os pigmentos que serão usados para formar os pixels. O reservatório é muito pequeno, ocupando entre 5 e 10% de toda a área da tela, o que mantém virtualmente invisível quando a tela está desligada.

A aplicação de uma tensão elétrica força os pigmentos para fora de seu reservatório e os espalha como uma camada fina por baixo da camada externa da tela. Desta forma, a tela assume cores e brilhos semelhantes aos apresentados por uma impressão colorida em uma revista ou livro.

Quando a tensão é interrompida, o líquido retorna rapidamente ao seu reservatório.

Bibliografia:

Electrofluidic displays using Young-Laplace transposition of brilliant pigment dispersions
J. Heikenfeld, K. Zhou, E. Kreit, B. Raj, S. Yang, B. Sun, A. Milarcik, L. Clapp, R. Schwartz
Nature Photonics
May 2009
Vol.: 3, 292 - 296 (2009)
DOI: 10.1038/nphoton.2009.68




Outras notícias sobre:

Mais Temas