Materiais Avançados

Modificação química gera madeira que repele água e conduz eletricidade

Modificação química gera madeira que repele água e conduz eletricidade
[Imagem: Technical Research Centre of Finland]

Químicos finlandeses desenvolveram uma tecnologia que permite alterar as propriedades de materiais feitos a partir de fibras de madeira. Podem ser alteradas, por exemplo, a condutividade elétrica e a capacidade de repelir umidade.

A técnica promove uma modificação químico-enzimática nas fibras, permitindo que elas tenham suas propriedades ajustadas de acordo com a utilização que terão. Pode-se reforçar as propriedades já existentes, químicas ou mecânicas, ou inserir propriedades totalmente novas, não encontradas nas madeiras naturais.

Madeira repelente à água

Produtos de madeira são naturalmente bons absorventes de umidade. Juntando compostos químicos às fibras de madeira, por meio de processos químicos ou enzimáticos, os pesquisadores conseguem agora controlar com precisão essa capacidade de absorção de líquidos, até um nível em que se torna possível a fabricação de madeiras repelentes à água.

Como a técnica age diretamente sobre as fibras de madeira, ela poderá ser utilizada no processo de fabricação de qualquer produto à base de lignina, um dos componentes estruturais das paredes das células vegetais, ao lado da celulose e da hemicelulose.

Lignina e celulose

Fibras lignino-celulósicas são hoje utilizados na fabricação de uma grande variedade de produtos, principalmente na área de construção civil, mobiliário, embalagens, papel e biocompósitos. A nova forma de tratamento, segundo os pesquisadores, pode ser integrada a virtualmente qualquer um desses processos produtivos.

Madeira com capacidades elétricas

Existe também a possibilidade de criação de produtos novos ou com propriedades novas, como filtros de papel antiestáticos. "A modificação quimico-enzimática das fibras cria novas oportunidades para o processamento dos atuais produtos de fibras e para a manufatura inovadora, produtos de fibra customizados na indústria do papel e de embalagens. No futuro, fibras de madeira customizadas poderão se mostrar uma alternativa, por exemplo, para as fibras sintéticas em vários compósitos industriais," aplica a Dra. Anna Suurnäkki.

O novo processo já foi patenteado e está sendo negociado com a indústria para que possa chegar ao mercado.





Outras notícias sobre:

Mais Temas