Nanotecnologia

Nanopipetas de carbono são flexíveis e multifuncionais

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2008

Nanopipetas de carbono são flexíveis e multifuncionais

Em todas as reportagens mostrando cientistas trabalhando em laboratórios, invariavelmente é possível ver um ou mais deles manipulando pipetas, pequenos cilindros de vidro utilizados para medir reagentes com precisão.

Nanopipetas

Essa imagem não será mais vista nos laboratórios que trabalham com nanotecnologia. O que não significa que os cientistas deixarão de precisar das pipetas para manipular os compostos químicos, mas apenas que eles precisarão de nanopipetas, capazes de injetar não mililitros, mas volumes que muitas vezes serão medidos em número de células.

Sabendo disso, uma equipe de físicos e engenheiros da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, uniu-se para criar uma nanopipeta de carbono, milhares de vezes mais fina do que um fio de cabelo humano.

Pipetas flexíveis

Além de permitir a injeção de líquidos no interior de células individuais sem danificá-las, as nanopipetas também são capazes de medir correntes elétricas, um elemento fundamental para o estudo e o entendimento das interações celulares.

Já existem micropipetas - uma escala de tamanho mil vezes maior - feitas de vidro. Mas elas são frágeis, causam danos irreparáveis às células e não podem ser utilizadas como eletrodos nos instrumentos nanotecnológicos.

Embora sejam muito menores, as nanopipetas de carbono são muito mais resistentes e flexíveis do que as micropipetas de vidro. Se a ponta de uma nanopipeta de carbono for pressionada contra uma superfície dura, ela simplesmente se dobra, retornando ao seu formato original depois que a pressão cessa. Mas elas são rígidas o suficiente para penetrarem em células musculares, células de carcinoma e até em neurônios.

Pipetas multifuncionais

E, além da flexibilidade mecânica, as nanopipetas são flexíveis também em termos de funcionalidade. Elas poderão ser utilizadas para medir os sinais elétricos das células durante a injeção dos fluidos. E basta adicionar uma proteína funcionalizada à nanopipeta para criar um biosensor em nanoescala capaz de detectar a presença de proteínas.

A técnica de fabricação das nanopipetas de carbono é extremamente simples, o que deverá ajudar a transformá-las de uma prova de conceito em mais um ferramenta útil para os nanotecnologistas de todas as áreas.

Bibliografia:

Carbon Nanopipettes for Cell Probes and Intracellular Injection
Michael G Schrlau, Erica M Falls, Barry L Ziober, Haim H Bau
Nanotechnology
9 January 2008
Vol.: 19 No 1
DOI: 10.1088/0957-4484/19/01/015101
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