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Nanossatélite brasileiro conclui missão e será destruído

Nanossatélite brasileiro conclui missão e será destruído
O Serpens foi lançado por um equipamento especial de ejeção instalado no laboratório Kibo da Estação Espacial Internacional.[Imagem: AEB/Divulgação]

Queda prevista

O nanossatélite brasileiro Serpens deverá reentrar na atmosfera terrestre a qualquer momento.

Ele foi lançado ao espaço no dia 17 de dezembro de 2015 a partir da Estação Espacial Internacional e completou com sucesso a sua missão.

Desenvolvido por um consórcio acadêmico coordenado pela professora Chantal Cappelletti, da Universidade de Brasília (UnB), o equipamento foi desenvolvido para coletar, armazenar e retransmitir dados ambientais usando bandas de frequência de radioamadorismo.

O projeto, apoiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), teve como propósito a capacitação de estudantes de cursos de engenharia aeroespacial no Brasil.

"O Serpens vem cumprindo seus objetivos, que começaram com a concepção da missão, os estudos de viabilidade, projeto dos sistemas, construção, testes, lançamento e operação," afirmou Gabriel Figueiró, da AEB.

Serpens 2

Construído em 18 meses, o nanossatélite - ou cubesat - fez coleta de dados ambientais em diversas partes da Terra, dando uma volta ao redor do planeta a cada 90 minutos.

Desde o começo da missão, o satélite forneceu mais de 150 mil pacotes de telemetria e mais de 700 acessos de comunicação.

Os sinais foram captados por vários radioamadores do Brasil e do mundo, sendo a maior parte das operações em órbita coordenadas pela estação de solo da Universidade de Vigo, na Espanha, parceira internacional do projeto.

Sem motores, o nanossatélite Serpens foi lentamente perdendo altitude, e deverá queimar-se na reentrada na atmosfera terrestre nos próximos dias.

Para continuidade do projeto de formação, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) já está nomeada como responsável pelo desenvolvimento do Serpens 2.





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