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Nanossatélite testa tecnologia para internet quântica

Nanossatélite testa tecnologia para internet quântica
O minúsculo aparelho testado (ilustrado na parte inferior) funciona como o nó de uma rede para transmissão global de informações quânticas. [Imagem: Centre for Quantum Technologies/NUS]

Satélite quântico

Você não consegue assinar uma internet quântica ainda, mas acaba de ser alcançado um marco experimental importante para a construção de uma rede quântica global.

Já havia sido demonstrado que é possível fazer transmissões quânticas via satélite, mas os experimentos eram "passivos", usando apenas a reflexibilidade de satélites construídos para pesquisas ou comunicações normais.

Agora, pesquisadores das universidades Nacional de Cingapura e de Strathclyde (Reino Unido) construíram o hardware necessário e o colocaram dentro de um nanossatélite, do tamanho de uma caixa de sapatos e pesando 1,65 quilograma, e mandaram o nanossatélite para o espaço.

Isso permitiu testar pela primeira vez em órbita uma tecnologia capaz de compor os nós de uma rede quântica baseada em satélites. E funcionou.

Informações instantâneas

O nanossatélite gera e mede pares de partículas de luz, ou fótons. Os testes mostraram que o aparelho produz os pares de fótons com propriedades correlacionadas - um indicador de desempenho - e permite sua troca com uma estação em terra.

Este é apenas o primeiro passo rumo a uma rede quântica global. Apesar de o equipamento a bordo do nanossatélite ser chamado SPECS, sigla em inglês para Pequeno Sistema Quântico Gerador de Fótons Entrelaçados, este primeiro nanossatélite não gerou fótons entrelaçados - ou emaranhados -, responsáveis pela troca virtualmente instantânea de informações.

Isto deverá ser feito no próximo lançamento - a equipe prevê uma série de testes com seu equipamento antes que ele possa ser incluído em um satélite permanente para testes definitivos.

Fotônica espacial

O dispositivo SPECS coleta fótons de um laser Blu-Ray, os divide em dois e mede as propriedades do par, algo bastante trivial de se fazer em laboratórios de fotônica, mas um feito a bordo de um satélite minúsculo. Para isso, ele contém, além do diodo laser, cristais, espelhos e detectores de fótons cuidadosamente alinhados dentro de um bloco de alumínio, tudo montado em cima de uma placa de circuito impresso de 10 x 10 centímetros.

Bibliografia:

Generation and Analysis of Correlated Pairs of Photons aboard a Nanosatellite
Zhongkan Tang, Rakhitha Chandrasekara, Yue Chuan Tan, Cliff Cheng, Luo Sha, Goh Cher Hiang, Daniel K. L. Oi, Alexander Ling
Physical Review Applied
Vol.: 5, 054022
http://arxiv.org/abs/1603.06659




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