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NASA lança desafio para construção de processadores espaciais

NASA lança desafio para construção de processadores de classe espacial
Os processadores espaciais do futuro deverão dar suporte ao suporte operacional Linux e às linguagens C e C++. [Imagem: Cortesia SpaceMicro]

A NASA está solicitando propostas de pesquisa e desenvolvimento para definir o tipo de computação e de processadores a serem usados nas naves espaciais das próximas décadas.

A chamada selecionará de 2 a 4 empresas para realizar uma avaliação com duração de um ano das aplicações espaciais avançadas que usarão os processadores de classe espacial no período 2020-2030.

"Os processadores de computador e aplicativos a bordo das naves espaciais terão de mudar radicalmente para tirar proveito dos saltos na tecnologia computacional e atender às necessidades das futuras missões," disse Michael Gazarik, da NASA.

Os novos processadores deverão ser otimizados para rodar diversos tipos de processamento, entre os quais:

  • pouso autônomo, com a detecção de riscos e desvio de obstáculos durante a entrada atmosférica, descida e pouso em missões à Lua ou Marte;
  • controle em tempo real de espelhos segmentados para grandes telescópios espaciais;
  • análise em tempo real, a bordo das naves, de imagens hiperespectrais multi-megapixel;
  • análise situacional autônoma e em tempo real de tarefas de planejamento da missão;
  • proteção contra falhas em tempo real de toda a espaçonave.

Processadores de classe espacial

Cada processador de classe espacial deverá ter um mínimo de 24 núcleos, prontos para rodar aplicativos maciçamente paralelos e para fornecer um alto grau de granularidade para o gerenciamento de energia, tolerância a falhas e distribuição das unidades de programação.

Cada núcleo do processador deverá suportar palavras de pelo menos 32 bits, um mínimo de 1 Terabyte de memória, e atender à especificação IEEE 754 de cálculos de ponto flutuante.

Outras exigências incluem:

  • proporcionar um mínimo de 24 GOPS e 10 GFLOPS de desempenho concorrente com um consumo de 7 Watts ou menos;
  • fornecer um modo de hibernação que dissipe menos de 100 mW;
  • suporte a um Sistema Operacional de Tempo Real;
  • suporte ao sistema operacional Linux;
  • suporte a compiladores C e/ou C++.

As empresas deverão apresentar simulações das arquiteturas dos processadores capazes de fornecer estimativas com elevado nível de confiança do consumo de energia, capacidade de cálculo e outras métricas de desempenho - deverão ser até oito aplicações de referência (benchmarking) diferentes para permitir estimativas de desempenho de uma ampla gama de aplicações.

A NASA destaca que as empresas são incentivadas a sugerir soluções alternativas.





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