Materiais Avançados

Novo material não apenas repele líquidos, mas seca ao apertar de um botão

Nanoestrutura não apenas repele líquidos, mas seca ao apertar de um botão
Em cimaNULL de líquido sobre a superfície de nanopregos. EmbaixoNULL da floresta de nanopregos.[Imagem: Ajuha et al.]

Esculpindo uma superfície composta de nanoestruturas densamente agrupadas, que lembram minúsculos pregos, engenheiros da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e seus colegas dos Laboratórios Bell, criaram um material que consegue repelir virtualmente qualquer tipo de líquido.

Superfície auto-secante

Adicione um pulso de eletricidade e o líquido, acumulado em gotas sobre a superfície repelente, escorrega por entre as cabeças dos nanopregos e é expelido entre suas hastes, secando completamente a superfície.

O novo material poderá vir a ser utilizado em aplicações biomédicas, como na technologia dos "lab-on-a-chip", na fabricação de superfícies autolimpantes, e poderá ajudar a aumentar a vida útil de baterias, desligando-as quando elas não estiverem em uso.

Floresta de nanopregos

Os engenheiros mecânicos Tom Krupenkin e J. Ashley Taylor e sua equipe esculpiram uma pastilha de silício para criar uma floresta de hastes condutoras de silício e cabeças não-condutoras de óxido de silício. Mas, de forma intrigante, a capacidade da superfície da nanoestrutura para repelir água, óleo e solventes, se encontra na geometria dos nanopregos.

"Acontece que o que é importante não é a química da superfície, mas a topografia da superfície," explica Krupenkin, acentuando que é a protuberância da cabeça dos pregos que dá a essa nova superfície a sua personalidade dupla.

Uma superfície de postes, destaca ele, cria uma plataforma tão irregular em nanoescala que "o líquido apenas toca a superfície na extremidade final dos postes. É quase como se sentar sobre uma camada de ar."

Bibliografia:

Nanonails: A Simple Geometrical Approach to Electrically Tunable Superlyophobic Surfaces
A. Ahuja, J. A. Taylor, V. Lifton, A. A. Sidorenko, T. R. Salamon, E. J. Lobaton, P. Kolodner, T. N. Krupenkin
Langmuir
January, 2008
Vol.: 24 (1), 9 -14
DOI: 10.1021/la702327z




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