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Óculos solar tem lentes que geram energia

Óculos solar
O objetivo da equipe foi demonstrar a funcionalidade das células solares de plástico. [Imagem: Dominik Landerer et al. - 10.1002/ente.201700226]

Célula solar orgânica

Embora as expectativas em torno dos óculos inteligentes tenham amornado depois das decepções com o Google Glass, engenheiros alemães acreditam que o conceito ainda tem suas atrações.

Para isso eles pegaram células solares orgânicas, que são flexíveis e transparentes, e recobriram as lentes dos óculos.

A energia gerada mostrou-se suficiente para alimentar um microprocessador e duas pequenas telas gráficas.

A equipe não dá destaque ao óculos solar em si, afirmando que a grande inovação é a incorporação das células solares orgânicas em dispositivos de uso cotidiano.

"Nós trouxemos a energia solar para lugares onde outras tecnologias falharam," disse Alexander Colsmann, do Instituto de Tecnologia Karlsruher, na Alemanha.

Óculos solar

Dado o foco da pesquisa, os óculos solares não têm qualquer funcionalidade para realidade virtual, aumentada ou coisa parecida.

Em vez disso, a energia coletada pelas células solares orgânicas é usada para medir e mostrar a intensidade da iluminação solar e a temperatura no ambiente na forma de gráficos de barra.

O conjunto eletrônico todo tem 1,6 milímetro de espessura, pesa seis gramas e cabe inteiro no braço dos óculos. As duas lentes geram cerca de 400 miliwatts de energia.

"Os óculos solares que desenvolvemos são um exemplo de como as células solares orgânicas podem ser empregadas em aplicações que não seriam viáveis com a energia fotovoltaica convencional," disse o pesquisador Dominik Landerer, acrescentando que essas células solares, baseadas em hidrocarbonetos, são dispositivos muito promissores devido à sua flexibilidade mecânica e à possibilidade de se adaptar sua cor, transparência, forma e tamanho à aplicação desejada.

Bibliografia:

Solar Glasses: A Case Study on Semitransparent Organic Solar Cells for Self-Powered, Smart Wearable Devices
Dominik Landerer, Daniel Bahro, Holger Röhm, Manuel Koppitz, Adrian Mertens, Felix Manger, Fabian Denk, Michael Heidinger, Thomas Windmann, Alexander Colsmann
Energy Technology
DOI: 10.1002/ente.201700226




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