Robótica

Robô vai procurar água na Lua

Robô vai procurar água na Lua
O grande sonho dos exploradores é que a água lunar seja encontrada na forma de gelo no fundo das crateras nos pólos da Lua.[Imagem: Astrobotic Technology]

Robô lunar

Está pronto o primeiro protótipo de um robô que pretende tirar a prova definitiva sobre a existência de água na Lua.

O robô Polaris está sendo construído por engenheiros da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, por meio da Astrobotics Technology, uma empresa criada pela universidade.

A NASA já possui um contrato com a SpaceX, fabricante das naves Dragon, para lançamento de um robô lunar em 2015.

Falta decidir qual será o robô, mas o Polaris é o candidato mais provável.

Se conseguir o intento de ir ao espaço a bordo do foguete Falcon 9, a Astrobotics Technology pretende também levar o Google Lunar X Prize, que pagará US$20 milhões de dólares à primeira equipe que colocar um robô na Lua e fazê-lo mover-se por pelo menos 500 metros.

A Agência Espacial Europeia (ESA) possui um projeto similar, que deverá voar em 2018:

Sol na Lua

O robô Polaris é sucessor do Scarab, um robô lunar que vem sendo desenvolvido há quase 10 anos.

Ao contrário do seu antecessor, que era alimentado por energia nuclear, o Polaris terá três conjuntos de painéis solares dispostos verticalmente, para coletar luz de um Sol muito baixo no horizonte.

O sistema deverá gerar 250 watts de potência, o que permitirá que ele opere o mais próximo possível do pólo lunar para um robô que dependa do Sol - mas não exatamente no pólo, onde as chances de encontrar água seriam maiores.

O robô mede 2,43 metros de comprimento, 2,13 metros de largura e 1,67 metro de altura. Ele pesa 150 quilogramas, dos quais 70 serão equipamentos científicos.

O dia lunar dura cerca de 14 dias terrestres, mas apenas 10 deles serão adequados para que o robô solar possa funcionar. Contudo, se ele sobreviver aos períodos noturnos, sua missão de caça à água lunar poderá continuar indefinidamente.

Robô vai procurar água na Lua
Nesta visão lateral é possível observar o conjunto de painéis solares verticais, que deverão captar a luz de um Sol muito baixo no horizonte. [Imagem: Astrobotic Technology]

Suspensão ativa

O protótipo montado agora não irá à Lua, já que ele será extensivamente usado em testes para comprovar o funcionamento de todas as tecnologias que ele leva a bordo, e os engenheiros não se arriscarão a mandar um robô usado na missão.

A tecnologia mais importante é o sistema de perfuração e coleta de amostras para análise, o que é essencial para o cumprimento de seu objetivo primário, que é encontrar água nas crateras lunares.

Do seu antecessor Scarab, o robô lunar Polaris herdou uma suspensão ativa, que permite que ele se levante para passar por cima de pedras, e depois se abaixe para fazer as perfurações.

Ele herdou ainda o sistema de navegação do robô Hyperion, desenvolvido pela NASA.

Água na Lua

Os astronautas que andaram na Lua entre 1969 e 1972 não encontraram nenhum traço de água. O líquido essencial à vida também não foi encontrado em nenhuma rocha trazida por eles.

Contudo, ao longo dos últimos anos a NASA tem feito uma série de anúncios - alguns altamente polêmicos - sobre a localização de "assinaturas químicas" de água na Lua.

Ainda que esses dados estejam corretos, não se sabe em condições a água lunar será encontrada.

O grande sonho dos exploradores é que ela seja encontrada na forma de gelo no fundo das crateras nos pólos da Lua.

Mas as moléculas de água também poderão estar na forma de um pó muito fino, ou dispersas no regolito que compõe o solo lunar, ou, pior ainda, presas no interior de cristais de rochas duras como o granito.

Com sorte, ela poderá existir nas três formas. Isso é o que os robôs lunares pretendem descobrir nos próximos anos.





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