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Senhas transmitidas pelo corpo humano mais seguras que Wi-Fi

Senhas transmitidas pelo corpo humano mais seguras que Wi-Fi
Teste do sistema usando uma fechadura eletrônica que abre com a leitura das digitais. [Imagem: Mark Stone/University of Washington]

Senhas pelo corpo

Enviar senhas e códigos de acesso por meio do corpo humano pode ser mais seguro do que enviá-las por uma conexão Wi-Fi.

É o que defende Mehrdad Hessar, da Universidade de Washington, nos EUA.

"Digamos que eu queira abrir uma porta usando uma fechadura eletrônica inteligente. Eu posso tocar a maçaneta e tocar um sensor de digitais no meu celular e transmitir minhas credenciais secretas através do meu corpo para abrir a porta, sem que minhas informações pessoais vazem pelo ar," explica ele.

Além de dispositivos que requeiram a leitura biométrica, o sistema pode ser útil para dispositivos médicos, que têm sido alvo de preocupação quanto à segurança, alega o pesquisador, bem como de qualquer sistema de segurança que possa entrar em contato com o corpo para receber as informações.

Banda larga corporal

O mecanismo usa uma corrente de baixa potência que atravessa o corpo humano sem que possamos sequer senti-la. As informações da digital ou da senha são codificadas nessa corrente.

Operando em frequências abaixo de 30 megahertz, o protótipo alcançou velocidades de até 50 bits por segundo usando um notebook e até 25 bits por segundo usando sensores biométricos comerciais.

A equipe reconhece que a velocidade é baixa, levando vários segundos para transmitir uma digital ou uma senha, mas afirmam que o protótipo é apenas o primeiro passo em seu projeto.

Na verdade, outras equipes já demonstraram que o corpo humano é capaz de transmitir até sinais de banda larga.

Bibliografia:

Enabling On-Body Transmissions with Commodity Devices
Mehrdad Hessar, Vikram Iyer, Shyamnath Gollakota
UbiComp 2016 Proceedings




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