Eletrônica

Transístor estica mais que a pele

Transístor estica mais que a pele
O transístor que estica é um puro representante da eletrônica orgânica.[Imagem: Jie Xu et al. - 10.1126/science.aah4496]

Eletrônica de esticar

Circuitos eletrônicos que esticam, podendo ser implantados sobre a pele, já estão em testes há algum tempo, principalmente na forma de tatuagens eletrônicas e peles artificiais.

A novidade agora é que, em vez de usar truques como a fabricação dos semicondutores sobre substratos poliméricos e usar fios que podem se desenrolar, os próprios transistores se tornaram flexíveis.

"Os transistores são o componente básico de praticamente qualquer aparelho eletrônico que nós usamos hoje. No futuro próximo, nós seremos capazes de fabricar eletrônicos de vestir que serão esticáveis e se conformarão ao corpo humano," disse a professor Zhenan Bao, da Universidade de Stanford, nos EUA.

Ela e sua equipe construíram os primeiros transistores inteiramente flexíveis, que podem esticados até duas vezes seu comprimento normal, sem perder a condutividade.

Eletrônica flexível

Em vez de construir o componente semicondutor sobre uma base polimérica, a equipe fabricou os transistores flexíveis incorporando os materiais semicondutores no próprio polímero, criando uma matriz incrivelmente fina e flexível - essencialmente, um semicondutor plástico, ou orgânico.

O componente estica até 200%, o que é mais do que o necessário, já que a pele humana pode esticar em até 70%.

Os primeiros protótipos passaram por um teste inicial de 100 ciclos - esticamentos seguidos de retorno à dimensão normal - sem perda de integridade mecânica, mas com uma ligeira redução na condutividade. A equipe espera aumentar essa durabilidade para conseguir fabricar produtos que possam ter longa vida útil depois de colados sobre a pele.

A médio prazo o objetivo é fabricar uma luva com sensores que possam coletar dados continuamente - para uso, por exemplo, por profissionais de saúde.

Bibliografia:

Highly stretchable polymer semiconductor films through the nanoconfinement effect
Jie Xu, Sihong Wang, Ging-Ji Nathan Wang, Chenxin Zhu, Shaochuan Luo, Lihua Jin, Xiaodan Gu, Shucheng Chen, Vivian R. Feig, John W. F. To, Simon Rondeau-Gagné, Joonsuk Park, Bob C. Schroeder, Chien Lu, Jin Young Oh, Yanming Wang, Yun-Hi Kim, He Yan, Robert Sinclair, Dongshan Zhou, Gi Xue, Boris Murmann, Christian Linder, Wei Cai, Jeffery B.-H. Tok, Jong Won Chung, Zhenan Bao
Science
Vol.: 355, Issue 6320, pp. 59-64
DOI: 10.1126/science.aah4496




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