Eletrônica

AMD lança transístor capaz de armazenar dois bits

AMD lança transístor capaz de armazenar dois bits

A AMD lançou as primeiras memórias utilizando sua tecnologia revolucionária, que torna cada transístor capaz de guardar dois bits. Chamada de Mirrobit, a tecnologia se baseia em um transístor perfeitamente simétrico. A grande novidade, porém, é que a informação é guardada em um material isolante, o nitreto de silício (SiN).

Em um transístor normal, os elétrons fluem livremente e ficam depositados no compartimento de armazenamento da célula de memória. Como esse compartimento é feito de material condutor, os elétrons ficam livres em seu interior, preenchendo-o totalmente.

Nas células com a tecnologia Mirrobit, como o compartimento de armazenamento é um isolante, é possível colocar os elétrons em um determinado lugar e deixá-los confinados. Dessa forma, pode-se guardar uma informação em um lado do compartimento e outra informação do outro lado. Isso é feito dotando-se o transístor de portas selecionáveis. Ou seja, emissor e coletor são intercambiáveis. Quando a corrente percorre o sentido A-B, os elétrons ficam presos no lado B do compartimento. Quando os elétrons percorrem a rota B-A, eles ficam aprisionados no lado A. Para se apagar a informação, o processo é o mesmo utilizado nas células tradicionais: invertendo-se as cargas no substrato e nas portas, os elétrons presos no compartimento de armazenamento são forçados a sair, "zerando" os dois bits.

Lendo os bits

A camada de depleção formada ao redor do coletor é a chave para que se possa ler apenas um bit.

Aplicando-se uma carga negativa no terminal esquerdo cria-se uma camada de depleção sob o bit esquerdo, o que o impede de influenciar a corrente que fluirá através do transístor. Isso faz com que somente a carga do bit direito influencie a corrente. O resultado é que o transístor inteiro se comporta como se apenas aquela informação estivesse ali. Se o bit estiver setado (carregado de elétrons) sua carga negativa irá repelir os elétrons do transístor, impedindo que a corrente flua. Ao contrário, se ele não estiver setado, a carga positiva irá dominar, atraindo elétrons que fluirão de uma porta a outra do transístor.

Como o transístor é perfeitamente simétrico, basta inverter a posição do coletor e de emissor, alterando-se as tensões aplicadas, para que se possa ler o bit esquerdo.

Escrevendo os bits

Setar ou gravar informação em um transístor, implica em tornar a base positiva e fazer com que o transístor conduza. Isso faz com que os elétrons fluam do coletor para o emissor, podendo ser direcionados para o compartimento de armazenamento.

Com a tecnologia Mirrobit, ao invés de preencher totalmente o compartimento de armazenamento, os elétrons ficarão aprisionados próximos à porta por onde entraram. Invertendo-se coletor e emissor, pode-se guardá-los no outro lado sem afetar a informação anteriormente gravada.





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