Nanotecnologia

Nanosensores protegerão astronautas da radiação

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/07/2002

A radiação é uma das principais preocupações quando o assunto é a saúde dos astronautas. Embora, em órbita da Terra, os níveis de radiação sejam razoavemente conhecidos, o mesmo não se dá quando as viagens envolverem incursões por outros planetas. Um dispositivo que avise imediatamente qualquer incidência de radiação acima dos níveis aceitáveis é crucial para a segurança dos astronautas nestas missões interplanetárias.

É por isso que a NASA está investindo US$2 milhões em uma pesquisa cujo objetivo é o desenvolvimento de nanosensores de radiação, que serão implantados nos glóbulos brancos do sangue dos astronautas. Os cientistas estão trabalhando na criação de um sistema não-intrusivo que, quando colocado nas células sanguíneas, fará um monitoramento contínuo de exposição a radiação ou a agentes infecciosos. O trabalho está sendo feito na Universidade de Michigan (Estados Unidos).

A radiação altera o fluxo dos íons de cálcio no interior das células sanguíneas e pode ocasionalmente levar estas células à morte. Mesmo que uma exposição incidental seja considerada dentro de limites aceitáveis, o efeito cumulativo desta radiação pode ser tóxico para as células. É por isto que é importante manter um monitoramento contínuo.

Criados a partir de polímeros sintéticos chamados dendrímeros, os dispositivos são fabricados camada por camada, formando esferas menores do que cinco nanometros. Com esta dimensão, os nanosensores conseguem passar facilmente pela membrana dos linfócitos, os glóbulos brancos. Segundo os cientistas, este é o lugar perfeito para se detectar os primeiros sinais de alterações bioquímicas advindas da radiação.

Os dendrímeros receberão etiquetas fluorescentes, as quais brilham na presença de proteínas associadas com a morte das células. Os cientistas planejam desenvolver um dispositivo de rastreamento a laser, capaz de detectar a fluorescência no interior dos linfócitos. Uma varredura de quinze segundos será suficiente para detectar danos causados pela radiação.





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