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Surfando nas ondas da banda ultra-larga

Surfando nas ondas da banda ultra-larga

Você ouve rádio, assiste TV, conecta seu computador por Wi-Fi e fala ao celular. Tudo por meio de ondas eletromagnéticas, comumente conhecidas como ondas de rádio. Grosseiramente falando, o que varia nesses diversos sistemas de comunicação é a freqüência das ondas que cada um utiliza - quantos picos e vales cada onda tem por segundo. Faixas dessa freqüência são normalmente chamadas de bandas.

Agora imagine uma nova freqüência, capaz de transmitir dados numa velocidade de até 1 gigabit por segundo, consumindo pouquíssima energia e podendo funcionar simultaneamente com as bandas dos sistemas de comunicação atuais, sem provocar interferência significativa.

Não se trata de ficção científica: esta banda "milagrosa" existe, e é conhecida pela sigla UWB ("Ultra WideBand", ou banda ultra-larga). O que não existe ainda são equipamentos comerciais, protocolos e regulamentação para utilizá-la.

É justamente isso que pesquisadores europeus estão tentando criar, por meio do projeto PULSERS. Eles acabaram de completar a primeira fase do projeto, tendo construído protótipos de equipamentos e elaborado o primeiro rascunho da normatização da nova banda.

A banda ultra-larga (UWB) utiliza técnicas de comunicação por ondas de rádio baseadas na transmissão de pulsos de duração muito curta, na faixa dos nanosegundos (bilionésimos de segundo) ou até de picosegundos (trilionésimos de segundo). A largura de banda ocupada pode atingir faixas de freqüência muito amplas.

É isto o que permite que a UWB possa transmitir dados a 1 gigabit por segundo. E os pesquisadores afirmam que essa velocidade será facilmente batida, à medida em que os equipamentos para operarem nessa faixa sejam desenvolvidos e aprimorados.

Não há superlativos suficientes para definir as expectativas criadas pela nova tecnologia de comunicação. Espera-se que, já em 2010, a UWB represente um mercado de bilhões de dólares. Não é para menos; afinal, trata-se de uma nova tecnologia comercial de comunicações.

O projeto PULSERS, obviamente, não poderia ser menos ambicioso. Os cientistas estão trabalhando desde a ciência básica - necessária para o desenvolvimento dos novos equipamentos, até a regulamentação e definição de cenários para a criação de produtos para o consumidor final.

As aplicações potenciais para a nova tecnologia de comunicações podem ser vislumbradas a princípio. Mas não será fácil alcançar os horizontes desse potencial, tão promissora parece ser a transmissão por UWB.

"Além das comunicações sem fio de curta distância, a tecnologia UWB incorpora naturalmente o rastreamento de localização em tempo real, graças à característica única da alocação de banda de freqüência da banda ultra-larga," explica o Dr. Sven Zeisberg, gerente do projeto PULSERS.

Os mercados naturais deverão ser as redes pessoais (PAN: "Personal Area Network"), para conectar equipamentos individuais, e as redes locais (LAN: "Local Area Network"), para conectar equipamentos em um mesmo ambiente.





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